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Super tato: cientistas criam "segunda pele eletrônica" ultrassensível

Fidel Forato

Você lembra da última textura que sentiu? O tato humano é um sentido fascinante, mas nem sempre lembrado de primeira por sua extrema relevância. Por ser um sentido extremamente delicado, pode ser prejudicado se uma região da nossa pele for exposta a agentes externos nocivos, causadores de lesões, alergias ou desgastes (como no caso do uso excessivo de luvas, por exemplo).

Sistemas que potencializam o tato podem ser úteis para pacientes com sensação de toque prejudicada, mas também para o desenvolvimentos de gadgets para monitoramento da saúde e robôs humanoides. Em artigo publicado na AIP, cientistas da Academia Chinesa de Ciências desenvolveram um novo sistema de aprimoramento tátil capaz de captar estímulos de dor, pressão e temperatura, baseado em um sensor super poderoso. 

Cientistas chineses desenvolvem sensores táteis ultrassensíveis (Foto: Reprodução/ AIP Publishing)

Com os sensores instalados em uma luva, o usuário consegue detectar o toque de uma pétala de flor e gotas de água caindo em seu dedo. Dessa maneira, o wearable pode ser como uma segunda pele eletrônica, ainda mais sensível que a humana. Pequenos movimentos, como o pulso de uma pessoa movendo a ponta de um dedo, também podem ser monitorados.

Como funciona?

Inspirado nos órgãos sensoriais de uma aranha, que estão espalhados por todo seu exoesqueleto, mas concentrados nas patas, o protótipo tem altíssima sensibilidade. Essa invenção trabalha com sensores posicionados na forma de linhas entrecruzadas, chamados de UCSS. Ela utiliza trincas formadas a partir de uma fina camada de prata, que conduz eletricidade.

Todo o sistema desenvolvido pelos pesquisadores chineses é coberto e esticado sobre uma superfície curva, o que faz com que a prata se quebre e gere canais paralelos que conduzem eletricidade e são sensíveis ao movimento, ampliando suas possibilidades de uso.

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Durante o processo de desenvolvimento, os cientistas também descobriram que as camadas mais finas produziam sensores com maior precisão, enquanto os mais espessos exibiam uma faixa de detecção maior. Para alcançar um equilíbrio desses dois efeitos, eles mesclaram os dois tipos, potencializando a sensibilidade do sistema.

De acordo com os cientistas chineses, essa pele eletrônica pode ter diferentes aplicações a depender das necessidades do desenvolvedor ou usuário. Por exemplo, como: cerdas altamente sensíveis que podem ser usadas ​​para mapear padrões de fluxo de vento. Já sensores vestíveis podem ser a chave para detecção de batimentos cardíacos e pulsos. Em próteses, esses sensores podem ser implementados para o aprimoramento da sensação do toque.


Fonte: Canaltech

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