Superávit semanal da balança é o maior desde de maio

A balança comercial brasileira voltou a registrar superávit comercial na segunda semana de dezembro em função do aumento das exportações de petróleo e derivados e de uma redução nas importações de combustíveis e lubrificantes em relação à primeira semana de dezembro. Segundo a série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o superávit de US$ 1,274 bilhão na semana passada é o maior resultado semanal desde a segunda semana de maio deste ano, quando o saldo somou US$ 1,631 bilhão.

Os dados da balança mostram que as movimentações na balança de petróleo explicam a melhora do número em relação ao déficit de US$ 463 milhões na primeira semana do mês. A média diária das exportações de petróleo e derivados passou de US$ 101,305 milhões na primeira semana de dezembro para US$ 262,092 milhões na segunda semana. Nas importações de combustíveis e lubrificantes, a média diária caiu de US$ 199,068 milhões para US$ 82,346 milhões de uma semana para outra.

No acumulado do mês de dezembro, as exportações registraram média diária de US$ 1,026 bilhão, alta de 2% em relação à média diária de dezembro de 2011, de US$ 1,006 bilhão.

As vendas externas de semimanufaturados subiram 22,9%, por conta, de açúcar em bruto, celulose, couros e peles e ouro em formas semimanufaturadas. As exportações de manufaturados subiram 2,3%, puxado por etanol, óleos combustíveis, bombas e compressores, chassis com motor e autopeças. Os embarques de básicos, por outro lado, caíram 3,6%, em razão do declínio das vendas de soja em grão, minério de ferro e café em grão.

A média diária das importações nas duas primeiras semanas de dezembro de 2012 foi de US$ 944,8 milhões, 13,4% acima da média de dezembro de 2011, de US$ 833,0 milhões. Os maiores aumentos de importação foram principalmente, com cobres e obras (95,7%), produtos farmacêuticos (59,7%), adubos e fertilizantes (43,0%), aeronaves (42,7%), instrumentos de ótica e precisão (34,3%), equipamentos mecânicos (19,8%) e plásticos e obras (19,8%).

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