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Summers alerta que ‘políticas ingênuas’ podem derrubar libra

(Bloomberg) -- O ex-secretário do Tesouro dos EUA Lawrence Summers criticou as políticas econômicas adotadas pela nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, sob o risco de criar circunstâncias para que a libra mergulhe abaixo da paridade com o dólar.

“Lamento muito dizer isso, mas acho que o Reino Unido está se comportando um pouco como um mercado emergente e se transformando em um mercado ‘submerso”’, disse Summers ao programa “Wall Street Week”, da Bloomberg Television. “Entre o Brexit, o quanto o Banco da Inglaterra ficou atrás da curva, e agora com essas políticas fiscais, acho que o Reino Unido será lembrado por ter seguido as piores políticas macroeconômicas entre grandes países em muito tempo.”

O governo Truss lançou o pacote mais radical de alívio da carga tributária no Reino Unido desde 1972, com a redução dos impostos sobre salários e empresas, em um esforço para aumentar o potencial de longo prazo da economia. Economistas consideram o pacote custoso, podendo provocar uma crise cambial devido a questões sobre o aumento da dívida.

“Não me surpreenderia se a libra ficasse abaixo de um dólar caso a trajetória atual seja mantida”, disse Summers, professor da Universidade Harvard e colunista da Bloomberg Television. “Este simplesmente não é o momento para o tipo de modelo econômico ingênuo e ilusório do lado da oferta que está sendo buscado no Reino Unido.”

O ex-secretário do Tesouro americano também sinalizou os perigos de um dólar forte, o que acelera a inflação em vários países e aumenta a pressão sobre emissores que venderam dívida em moeda americana. Summers também sinalizou que a valorização do dólar – impulsionada pelo giro do Federal Reserve rumo a juros mais altos – pode continuar.

Impacto do dólar

“Esta será uma questão que teremos por algum tempo”, disse Summers. “Os países terão que se ajustar a um dólar muito forte”, e isso complicará a gestão macroeconômica em muitas economias, afirmou.

Summers sugeriu que uma política fiscal mais rígida dos EUA poderia ajudar, reduzindo a carga atualmente imposta ao Fed para combater a inflação doméstica.

Se o governo de Washington colocasse “mais ênfase na política fiscal e menos na política monetária, isso criaria um clima para políticas de taxas de juros um pouco mais baixas e provavelmente não significaria tanta pressão ascendente sobre o dólar”.

Quanto ao banco central dos EUA, Summers reiterou seu endosso à postura de mais aperto monetário revelada na quarta-feira e observou que o presidente do Fed, Jerome Powell, tem deixado “cada vez mais claro” que o remédio necessário para derrotar a inflação envolve uma recessão.

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