Mercado fechado
  • BOVESPA

    128.405,35
    +348,13 (+0,27%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.319,57
    +116,77 (+0,23%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,50
    +0,46 (+0,65%)
     
  • OURO

    1.763,90
    -10,90 (-0,61%)
     
  • BTC-USD

    35.815,25
    -2.171,48 (-5,72%)
     
  • CMC Crypto 200

    888,52
    -51,42 (-5,47%)
     
  • S&P500

    4.166,45
    -55,41 (-1,31%)
     
  • DOW JONES

    33.290,08
    -533,37 (-1,58%)
     
  • FTSE

    7.017,47
    -135,96 (-1,90%)
     
  • HANG SENG

    28.801,27
    +242,68 (+0,85%)
     
  • NIKKEI

    28.964,08
    -54,25 (-0,19%)
     
  • NASDAQ

    14.103,00
    -62,50 (-0,44%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,0361
    +0,0736 (+1,23%)
     

Sujeito com implante cerebral desafia macaco da Neuralink para duelo de Pong

·3 minuto de leitura

Um ser humano paraplégico e com implante cerebral seria capaz de vencer um macaco em um jogo de videogame? Nathan Copeland acha que sim. Ele sofreu um acidente de carro há seis anos e ficou paralisado e passou a viver com um implante no cérebro para controlar computadores por meio de sinais neurológicos.

A ideia da competição mental entre espécies surgiu depois que Nathan viu o desempenho do macaco Pager jogando o game Pong, em abril deste ano. Os pesquisadores da Neuralink, companhia de neurotecnologia cofundada por Elon Musk, divulgaram um vídeo com o primata interagindo com a máquina por meio de sinais de pensamento.

Copeland nunca havia jogado Pong, o clássico título da Atari lançado em 1972, com seu implante cerebral, apesar de usar o dispositivo com frequência para jogar outros games de computador. “Já estamos nos preparando e treinando para a primeira batalha entre espécies”, diz ele.

Utah x Neuralink

A Neuralink desenvolve implantes cerebrais avançados do tamanho de uma tampinha de refrigerante, que utilizam a tecnologia bluetooth para conectar cérebros e computadores sem a necessidade de cabos e conectores externos. As interfaces gravam os disparos elétricos dos neurônios do córtex motor, responsável pelos movimentos. Um programa de computador decodifica e transforma esses sinais em comandos.

Já o dispositivo implantado no cérebro de Copeland, chamado de matriz de Utah, é mais antigo e limitado. Antes de realizar qualquer tarefa, o algoritmo precisa fazer uma espécie de aquecimento com sessões de treinamento que duram dez minutos, para mapear os sinais dos neurônios.

Nathan usando o implante neural para jogar Pong (Imagem: Reprodução/MIT)
Nathan usando o implante neural para jogar Pong (Imagem: Reprodução/MIT)

“Depois desse tempo, é só eu pensar para onde o cursor do mouse deve ir, para frente, para trás, direita ou esquerda. O pensamento de uma mão fechada significa que o mouse deve clicar”, explica Copeland.

Essa interface neural possui quatro implantes de silício. Dois deles, instalados no córtex motor permitem o controle sobre braços robóticos e outros periféricos de computador. Os outros dois implantes ficam na parte sensorial do cérebro, enviando e recebendo sinais que simulam sensações de pressão e formigamento nos dedos.

Resultado imprevisível

Mesmo que a empresa de Elon Musk tope o desafio, não é fácil prever quem se sairia melhor em uma eventual partida de videogame. Se, por um lado, a interface utilizada pelo macaco da Neuralink representa um avanço tecnológico, por outro, o cérebro humano é capaz de raciocinar com um nível de engenhosidade muito maior.

O modelo usado pelo primata grava aproximadamente mil disparos elétricos dos neurônios de uma única vez, enquanto o implante no cérebro do potencial adversário consegue registrar apenas 160 neurônios ao mesmo tempo.

Implante cerebral via bluetooth (Imagem: Reprodução/Neuralink)
Implante cerebral via bluetooth (Imagem: Reprodução/Neuralink)

“Ainda não está claro se a gravação de mais neurônios melhoraria o controle sobre os movimentos bidimensionais de uma raquete de Pong”, afirma o pesquisador que trabalha com Copeland, Jeffrey Weiss.

Como algumas versões do jogo permitem que o usuário use estratégias mais complexas para acertar a bola em ângulos não convencionais, o ser humano poderia ter uma vantagem já que tem a capacidade de se adaptar melhor durante a evolução dos níveis de dificuldade de cada fase.

Resta saber agora o que vale mais durante uma partida de videogame: um console super avançado ou a habilidade mental do jogador. Mas para que o duelo saia do papel e possa ser transmitido na Twitch, plataforma de streaming de games onde Copeland tem um perfil, a Neuralink precisa aceitar o desafio, o que ainda não aconteceu.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos