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Suicídio matou mais militares dos Estados Unidos do que combates desde 2001

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Suicídio matou mais militares dos Estados Unidos do que combates desde 2001
Suicídio matou mais militares dos Estados Unidos do que combates desde 2001

Um novo estudo da Universidade Brown, no estado de Rhode Island, nos Estados Unidos, mostrou que o suicídio foi a maior causa de mortes entre militares e veteranos de guerra desde o 11 de setembro, superando, inclusive, os próprios combates ocorridos nas guerras. De acordo com os pesquisadores, mais de 30 mil militares da ativa e veteranos das guerras no Iraque e no Afeganistão se suicidaram nesses quase 20 anos.

Para efeito de comparação, no mesmo período, pouco mais de 7 mil militares morreram durante operações de guerra. De acordo com o Instituto Watson de Assuntos Públicos e Internacionais de Brown, que conduziu um estudo, isso representa uma mudança significativa e profundamente alarmante, já que, em um passado recente, o número de militares da ativa e da reserva que morriam por suicídio era muito menor do que o número de civis que se suicidavam.

Particularidades

Porém, a taxa de suicídio nas forças armadas agora ultrapassou a taxa entre os os civis, de acordo com o relatório. No documento, alguns elementos exclusivos das guerras mais recentes podem ajudar a explicar o que pode ter levado a uma “epidemia de suicídio” entre os militares. Uma delas é o dispositivo explosivo improvisado, que levou a uma onda de lesões cerebrais traumáticas, os “politraumas”.

Os soldados atingidos por esse tipo de dispositivo sofrem com múltiplos ferimentos em diferentes lugares do corpo. Alguns estudos sugerem que entre 8% e 20% dos membros dos serviços realizados após o 11 de setembro sofreram pelo menos um ataque com dispositivos explosivos improvisados ao longo de suas carreiras. Porém, a evolução dos tratamentos médicos permitiu que alguns deles voltassem ao front de batalha depois de sofrer traumas graves.

Diferentes traumas

“Esses traumas agravados contribuem para o agravamento das taxas de suicídio à medida que os militares se destacam e se reintegram após sofrerem ferimentos graves”, diz o relatório do Instituto Watson. Outros aspectos são os altos níveis de traumas de todos os tipos, como mental, físico, moral e sexual, o estresse e o esgotamento das aos quais as tropas foram expostas, a cultura dos treinamentos militares atuais e o fácil acesso a armas.

Outro ponto importante, porém, é a dificuldade em reintegrar os militares à vida civil depois de seu retorno para casa. “As altas taxas de suicídio marcam o fracasso do governo e da sociedade dos EUA em administrar os custos de saúde mental de nossos conflitos atuais”, disse o relatório.

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Dos soldados que se suicidaram, a maior parte são jovens, brancos, na casa dos 20 anos, membros do Exército ou dos Fuzileiros Navais. Essas taxas também são especialmente altas em combatentes solteiros, divorciados, ou que passem por dificuldades financeiras.

Possíveis soluções

Relatório pede uma mudança em uma cultura de masculinidade tóxica nas tropas. Crédito: Sechat/Reprodução
Relatório pede uma mudança em uma cultura de masculinidade tóxica nas tropas. Crédito: Sechat/Reprodução

Como uma alternativa para tentar diminuir esse problema, o Instituto Watson sugere: “reconsiderar e mudar as partes de sua cultura que “sobrecarregam” os membros do serviço com responsabilidade moral ou culpa por ações ou consequências que estavam em grande parte fora de seu controle”. Segundo eles, os militares são treinados para colocar as necessidades de cumprir a missão acima de seu próprio bem-estar.

Outra necessidade, segundo o relatório, é tentar mudar uma cultura de masculinidade tóxica, que acaba desencorajando os militares a buscar ajuda para seus traumas, já que isso mostraria vulnerabilidade e os faria parecerem fracos diante dos demais.

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