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Sucesso no BBB, administrador de redes sociais pode ganhar até R$ 6 mil como autônomo no início da carreira

·5 minuto de leitura

O Big Brother Brasil 21 terminou, mas os participantes permanecem em evidência nas redes sociais. Fenômenos de popularidade na internet — que o digam Juliette e Gil, os que mais ganharam seguidores no Instagram durante o programa —, brothers e sisters conquistaram milhões de fãs graças ao carisma, claro, mas também ao empenho dos administradores que cuidaram de seus perfis nos últimos meses. Como profissão, a função de gerenciar páginas na web é relativamente nova no mercado e deslanchou na pandemia, com empresas que tinham pouca ou nenhuma presença digital querendo avançar nesse campo. Para quem deseja trabalhar por conta própria, trata-se de uma opção promissora, que pode permitir ganhos de até R$ 6 mil por mês no início da carreira.

O administrador de redes sociais é um profissional completo, responsável pelo planejamento estratégico do conteúdo que será postado, pela produção de textos e peças gráficas e pela análise da performance das publicações. É possível atuar como autônomo ou empregado, à frente de páginas e perfis de pessoas, como famosos, ou empresas. Embora a maioria dos que estão na área seja formada em comunicação ou marketing, qualquer um pode ingressar no meio, desde que saiba escrever com excelência, tenha conhecimentos de design e entenda o funcionamento dos algoritmos por trás das mídias, diz a consultora de marketing digital Elis Monteiro, professora da FGV e do Ibmec. Por isso, fazer cursos de capacitação no começo e ao longo da carreira, para se manter atualizado em relação à evolução das plataformas, é fundamental.

Integrante da equipe que administrou os perfis de Gil durante o BBB, a estudante de Jornalismo Gabriela Cirne, de 22 anos, já tinha experiência de estágio com mídias sociais quando topou o desafio de cuidar do Twitter do pernambucano, como trabalho voluntário. Com o aprendizado acumulado, ela vê com bons olhos a possibilidade de trilhar esse caminho profissional a partir de agora.

— Eu me apaixonei por essa área. Agarrei a chance de ser “adm” do Gil porque sabia que agregaria bastante. O que mais aprendi nesse período foi gerenciar crises. Foi preciso sabedoria para lidar com ofensas homofóbicas, por exemplo — diz a aluna da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O ex-BBB Gil tinha uma equipe de oito pessoas cuidando de suas redes sociais voluntariamente durante o programa. O Twitter dele começou do zero e já tem 1,4 milhão de seguidores. No Instagram, o salto foi de 9 mil para 12,6 milhões.

Faltam pessoas qualificadas no mercado

De acordo com Elis Monteiro, faltam administradores de redes sociais com formação de qualidade no mercado, já que é grande a demanda de pequenos negócios, como comércios e consultórios, pelo serviço oferecido por esses profissionais. Estudar marketing digital, mídias sociais e publicidade on-line é o básico.

— Também é importante que a pessoa seja criativa e tenha olhar analítico, para conseguir usar dados e métricas para reagir a problemas e trazer soluções — destaca a publicitária Fernanda Ribeiro, gerente de social media da Play9, estúdio de conteúdo por trás das redes sociais de famosos como Regina Casé, Fátima Bernardes e Diego Cruz, influenciador de destaque no TikTok.

A produtora de conteúdo digital Polyana Ker, de 37 anos, pediu demissão há dois anos para trabalhar na área como autônoma. Fez vários cursos, fundou a agência Influence Comunicação e já atendeu restaurantes, escolas, hotéis fazenda e imobiliárias.

— Sempre atuei como freelancer, mesmo empregada, e vi a oportunidade de empreender. Buscar originalidade na produção de conteúdo é essencial para se destacar no mercado. Quando a entrega é boa, a clientela aumenta, porque um vai indicando para o outro — afirma.

Segundo Polyana, a liberdade de criação e o potencial de crescimento são os principais pontos positivos de ser administrador de redes sociais. Mas o profissional autônomo deve se preparar financeiramente, porque nem sempre se tem a mesma quantidade de clientes.

— No início da carreira, para ter lucro, é comum uma sobrecarga de trabalho. Depois, é possível terceirizar alguns serviços — completa.

Dia a dia da profissão

Um administrador de redes sociais deve ser, antes de tudo, organizado. É preciso equilibrar o tempo para atender todos os clientes, o que envolve reuniões de pauta, pesquisa de conteúdo, agendamento de postagens (três publicações por dia, no máximo), análise de resultados e elaboração de relatórios, entre outras tarefas.

Gerenciar lives, semear o conteúdo do cliente em outros perfis por meio de comentários em postagens, fazer parcerias com influenciadores e até cuidar de lojas virtuais são outras funções do administrador de redes sociais.

Para se desenvolver no segmento, também é importante ser uma pessoa safa, criativa, curiosa, que goste de memes e outras linguagens da internet e que se interesse em aprender constantemente.

No início da carreira como autônomo, quando geralmente se trabalha sozinho, o ideal é acumular, no máximo, quatro clientes, para conseguir dar conta de tudo. É possível cobrar até R$ 1.500 de cada um por mês, ensina Elis Monteiro. A precificação do trabalho deve levar em conta o tempo gasto na execução do trabalho.

Em empresas, o salário inicial de um administrador de redes sociais varia de R$ 2.600 a R$ 4.000, de acordo com estudo de mercado feito pela Play9.

Um profissional autônomo de nível sênior chega a cobrar de R$ 4.500 a R$ 5.000 de cada cliente pelo gerenciamento de perfis.

Para Elis Monteiro, administrar redes sociais de uma pessoa famosa é mais “fácil” do fazer o mesmo serviço para uma empresa em termos de ganhar seguidores, já que o nome da celebridade atrai atenção por si só. Já Fernanda Ribeiro pontua que, no caso de marcas, é possível se planejar mais e manter controle maior da produção de conteúdo.

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