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Sucesso na Netflix, série "Bárbaros" é a "Vikings" que deu errado

Rafael Monteiro
·2 minuto de leitura
Cena de "Bárbaros", nova série alemã da Netflix (reprodução)
Cena de "Bárbaros", nova série alemã da Netflix (reprodução)

Se você ama série histórica com matança e sexo, "Bárbaros" talvez seja do seu interesse. A série alemã, exclusiva da Netflix, estreou recentemente no catálogo do serviço de streaming e já ocupa os primeiros lugares no ranking de audiência.

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Apesar do sucesso praticamente imediato, a obra tem seus problemas. Muitos deles, aliás. Apostando tudo em sangue e corpos nus, é possível que você saia frustrado da história ambientada em 9 d.C. Confira abaixo 5 grandes problemas da série.

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Diálogos bobos

A série não tem grandes pretensões a não ser retratar com emoção as batalhas do Desastre de Varo, quando guerreiros bárbaros dizimaram três legiões de soldados e impediram o avanço do domínio romano sobre o continente europeu. Mesmo com uma história bastante interessante como pano de fundo, os personagens não dizem nada muito interessante ou profundo sobre guerra, poder, sexo, enfim. As falas só têm algum valor na versão legendada, caso você deseje aprender palavras do idioma alemão ou latim.

Pouco desenvolvimento dos personagens

Arminius (Laurence Rupp), Thusnelda (Jeanne Goursaud) e Folkwin (David Schütter) são os principais personagens da história. Criado pelos romanos, o primeiro não só existiu como foi realmente determinante como líder militar na vitória dos bárbaros. A série até consegue explorar a complexidade da figura histórica que esteve dos dois lados da batalha - mas não há o mesmo esforço com os coadjuvantes. A impressão que dá é que ele é a única não-unidimensional da obra inteira.

Nenhuma novidade

Quando a série não se concentra em Arminius, a série se concentra em empilhar clichês sobre histórias medievais. Há muitos discursos arrogantes, personagens secundários sem importância e tudo parece uma grande preliminar para as batalhas. Nem mesmo as muitas mortes repentinas no enredo chegam a surpreender, já que se trata de um recurso explorado com muito mais inspiração em “Game of Thrones” (além do mais, é difícil se apegar com alguém em uma temporada tão curta).

Pouco cuidado com o visual

A série só consegue ser grandiosa nas batalhas. Em outras cenas, a pequeneza das aldeias salta os olhos - quando não os figurinos, claramente de baixo orçamento.

Atuações ruins

Há uma razão para que a série se limite a boas cenas de combate: além da ausência de conflitos interessantes no roteiro, os atores do elenco decepcionam e muito em momentos dramáticos. O resultado é puro constrangimento, até mesmo para quem só busca gritaria, sexo e sangue jorrando.

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