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Sub-registro de nascimentos cede, mas ainda é desafio no Norte, diz IBGE

Bruno Villas Bôas

Número de crianças que não receberam certidão no primeiro ano de vida recuou de 4,2% em 2015 para 2,6% em 2017 no Brasil O número de crianças que não receberam a certidão de nascimento no primeiro ano de vida recuou de 4,2% em 2015 para 2,6% em 2017 no Brasil, mas segue ainda como um desafio na região Norte, mostra o relatório “Estatísticas do Registro Civil”, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O IBGE adotou nesta divulgação de registro civil uma nova metodologia de cálculo do sub-registro civil de nascimento no Brasil, com série histórica iniciada em 2015. Dados pela metodologia anterior mostravam que o sub-registro estava em 29,3% em 1990 e havia chegado a 1% em 2014.

As diferenças regionais são evidentes nas estatísticas. Enquanto Sul (0,4%), Sudeste (1%) e Centro-Oeste (1,6%) estão próximas de erradicar o sub-registro, as taxas são mais elevadas no Nordeste (3,5%) e, sobretudo, na região Norte (9,4%).

Klívia Oliveira, gerente das Estatísticas do Registro Civil do IBGE, diz que taxas inferiores a 5% sugerem “alta cobertura em relação ao exercício da cidadania”. No caso da região Norte, a sub-registro é considerado “não ideal” pelos critério adotados pelo instituto.

“Na região Norte, para registrar o filho ao nascer, as pessoas se deslocam por grandes distâncias, precisam pegar barco, gastam dinheiro”, disse Klívia durante entrevista coletiva na sede do IBGE, para apresentar os resultados da pesquisa.

Dados da pesquisa mostram que o país registrou 2,983 milhões de nascimentos no ano passado, 1% a mais do que no ano anterior.

O incremento no registro de nascimentos foi mais significativo nas regiões Nordeste (2,6%), Norte (2,3%) e Centro-Oeste (2%). Houve redução no Sudeste (-0,4%) e Sul (-0,1%).