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Sua ressaca é por beber demais ou seria intolerância ao álcool?

Depois de uma noite de balada com muita bebida alcoólica, podemos nos perguntar se os sintomas do dia seguinte são apenas uma ressaca ou se temos intolerância ao álcool. Na maioria das vezes, a ressaca é consequência de muitos drinks e goles de cerveja, sem nenhum copo de água entre eles, mas algumas pessoas têm, de fato, intolerância ou ainda alergia a essa substância.

Em pessoas sem nenhum tipo de intolerância ou alergia, isso acontece com mais intensidade quando se exagera no álcool. Nessas condições, o corpo demora mais para metabolizar toda a substância tóxica que foi ingerida — sim, o álcool é tóxico para o organismo. Outro fator que contribui muito é a desidratação e, infelizmente, não há cura para a ressaca, além de beber muita água para ajudar na reposição deste líquido no corpo.

Pessoas com intolerância ao álcool podem confundir os seus sintomas com os da ressaca (Imagem: Aetb/Envato)
Pessoas com intolerância ao álcool podem confundir os seus sintomas com os da ressaca (Imagem: Aetb/Envato)

Como diferenciar intolerância ao álcool de ressaca?

Para entender a diferença entre a ressaca e a intolerância ao álcool, é necessário observar quando as primeiras reações, como vermelhadão na pele, começam. "As ressacas normalmente são mais fortes na manhã após uma noite de muita bebida", explica o médico Timothy Watts, do hospital britânico The London Clinic, para a BBC. Agora, as intolerâncias começam em até uma hora do início da ingestão alcoólica.

"Em caso de dúvida, sempre consulte um profissional de saúde", recomenda Watts. "Os testes de reações ao álcool normalmente consistem de exames de sangue especializados para alergias, exames de punção da pele e talvez até um desafio alimentar", informa.

Sinais e sintomas de intolerância ao álcool

Pode parecer curioso, mas pelo menos 8% da população mundial tem algum grau de intolerância ao álcool, o que pode afetar a vida do indivíduo sem ele saber. Essa incidência tende a ser maior em pessoas com descendência do leste asiático por questões genéticas.

Segundo Watts, quem tem intolerância ao álcool sofre com um distúrbio metabólico e isso faz com que o organismo processe a bebida alcoólica de forma incorreta. Por exemplo, quem tem intolerância à lactose, costuma ter distúrbios digestivos, como vômitos e diarreias. No caso do álcool, a pessoa pode relatar os seguintes sintomas:

  • Vermelhidão no peito, pescoço e rosto;

  • Nariz escorrendo ou entupido;

  • Coceiras na pele;

  • Dor de cabeça;

  • Fadiga;

  • Queda da pressão arterial;

  • Náuseas;

  • Vômitos;

  • Palpitações.

Por que a pessoa não consegue digerir o álcool?

Aqui, precisamos abrir um parêntese sobre o processo de digestão do álcool no organismo. Após a ingestão, a primeira etapa é marcada pela atuação da enzima ADH (álcool desidrogenase) que transforma o álcool em um acetaldeído. Na segunda etapa, a enzima ALDH (aldeído desidrogenase) transforma o acetaldeído em ácido acético (vinagre), e a substância deixa de ser tóxica para o organismo.

Segundo Watts, os indivíduos que têm intolerância genética ao álcool possuem uma mutação na enzima ALDH, o que dificulta o processo de digestão do corpo e aumenta o tempo de vida útil da substância tóxica.

Alergia ao álcool é comum?

Se a intolerância o álcool pode ser relativamente comum, a alergia é identificada em um número bem menor de pessoas. "A verdadeira alergia ao álcool é rara", pontua a médica Fiona Sim, da organização especializada em álcool Drinkaware.

Por outro lado, "é muito mais comum que as pessoas sejam alérgicas a algum dos ingredientes da bebida alcoólica, como o trigo, a cevada ou outros cereais", explica Fiona. Além disso, é possível ter alergia ou intolerância à histamina (presente no vinho tinto) ou aos salicilatos (identificados no vinho, cerveja, rum e xerez).

Fonte: Canaltech

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