Mercado fechado
  • BOVESPA

    125.052,78
    -1.093,88 (-0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.268,45
    +27,94 (+0,06%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,17
    +0,26 (+0,36%)
     
  • OURO

    1.802,10
    -3,30 (-0,18%)
     
  • BTC-USD

    33.879,82
    +1.470,35 (+4,54%)
     
  • CMC Crypto 200

    786,33
    -7,40 (-0,93%)
     
  • S&P500

    4.411,79
    +44,31 (+1,01%)
     
  • DOW JONES

    35.061,55
    +238,20 (+0,68%)
     
  • FTSE

    7.027,58
    +59,28 (+0,85%)
     
  • HANG SENG

    27.321,98
    -401,86 (-1,45%)
     
  • NIKKEI

    27.548,00
    +159,80 (+0,58%)
     
  • NASDAQ

    15.091,25
    +162,75 (+1,09%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1216
    +0,0014 (+0,02%)
     

Suíços se recusam a proibir pesticidas sintéticos

·3 minuto de leitura
Cartaz eleitoral rodeado de vacas com o slogan em francês: "Duas vezes não às iniciativas fitossanitárias extremas", no município suíço de Ollon, em 19 de maio de 2021

Os suíços rejeitaram amplamente, em referendo neste domingo (13), as propostas para proibir os pesticidas sintéticos, enquanto aprovaram o fortalecimento à luta contra o terrorismo, apesar das críticas de grupos humanitários e da ONU.

Essas resultados confirmaram as pesquisas realizadas nas últimas semanas.

As duas iniciativas populares contra os pesticidas geraram discussões acaloradas entre os agricultores durante a campanha em um país que abriga um dos maiores fabricantes de produtos fitofarmacêuticos, o grupo Syngenta, que foi comprado em 2017 pela gigante chinesa ChemChina.

A primeira iniciativa, "Por uma Suíça sem pesticidas sintéticos", previa a proibição desses produtos em um prazo de 10 anos, bem como a importação de alimentos produzidos no exterior com agrotóxicos sintéticos ou que os contenham.

A segunda, "Por uma água potável limpa e uma alimentação saudável", exigia requisitos mais rígidos para a concessão de subsídios governamentais aos agricultores.

A proposta pedia que fossem concedidos apenas a propriedades que não utilizam agrotóxicos, que proíbem o uso preventivo ou regular de antibióticos e que alimentam os animais com a forragem que eles próprios produzem.

Os suíços rejeitaram ambas as iniciativas, que os ambientalistas e a esquerda apoiaram diante da oposição do governo, por 61% dos votos, segundo dados oficiais.

“É uma escolha de razão e pragmatismo, é uma escolha que garante o futuro da nossa agricultura e que garante a segurança alimentar do nosso país. Esta dupla não dá ao mundo agrícola a possibilidade de continuar suas reformas de transição rumo a uma produção”, reagiu o presidente suíço Guy Parmelin em uma entrevista coletiva.

- Terrorismo e direitos humanos -

Já a revisão da lei de CO2, que inclui medidas para reduzir ainda mais as emissões desses gases de efeito estufa até 2030, foi rejeitada com 51% dos votos.

Segundo os opositores do texto, essas medidas custariam caro e afetariam pessoas de baixa e média renda e entusiastas de viagens.

Por outro lado, a maioria da população (quase 57%) apoiou a lei sobre medidas policiais de combate ao terrorismo, apesar dos avisos da ONU e da Anistia Internacional.

Esta lei dá à polícia os meios para agir preventivamente mais facilmente contra "terroristas em potencial".

Graças à lei, a polícia poderá monitorá-los melhor, limitar seus movimentos e obrigá-los a comparecer aos interrogatórios. Tudo isso a partir dos 12 anos. A partir dos 15 anos, também poderão ser colocados em prisão domiciliar por nove meses, sujeito à aprovação de um tribunal.

Os opositores de esquerda da lei acreditam que ela não respeita os direitos fundamentais e os direitos humanos.

O governo garante que esses direitos serão garantidos e argumenta que os programas de desradicalização são insuficientes diante da ameaça que algumas pessoas representam.

A Suíça escapou dos ataques extremistas islâmicos cometidos na Europa, mas a ameaça continua "alta" segundo as autoridades, que afirmam que "em 2020 houve dois ataques com faca, provavelmente com um 'motivo terrorista'".

Cerca de 60% dos suíços também aprovaram a lei contra a covid-19 que dá ao governo poderes adicionais para combater a pandemia e mitigar seus efeitos na sociedade e na economia.

apo/vog/erl-tjc//zm/mr/ic

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos