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Streaming é a palavra de ordem na Disney e outros destaques da semana tech

Rui Maciel
·8 minutos de leitura

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até problemas judiciais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

É senhor Streaming pra você, Mickey Mouse!

A Disney anunciou na última segunda-feira (12) uma grande reorganização em suas divisões de conteúdo e streaming que se tornam prioridade em seus negócios. Isso porque a pandemia do coronavírus atingiu - e continua a atingir - seus parques e cruzeiros, consideradas suas principais fontes de receita.

Uma nova divisão, que leva o nome de "Distribuição de Mídia e Entretenimento", cuidará da monetização e distribuição de todo o conteúdo da Disney e de todas as operações de streaming. Enquanto isso, a criação do conteúdo será delegada a três grupos distintos: Estúdios, Entretenimento Geral e Esportes. Todas as mudanças entrarão em vigor durante o primeiro trimestre fiscal de 2021 e os executivos dessas unidades se reportarão diretamente ao CEO do conglomerado, Bob Chapek, ao lado da equipe de distribuição.

Disney+: a plataforma de streaming é quem passa a mandar no conglomerado do Mickey (Imagem: Divulgação)
Disney+: a plataforma de streaming é quem passa a mandar no conglomerado do Mickey (Imagem: Divulgação)

No último balanço divulgado pela Disney, referente ao segundo trimestre de 2020 (ou o terceiro tri do atual ano fiscal), a companhia anunciou um prejuízo de US$ 3,5 bilhões. Além da interrupção de cruzeiros, filmagens e atividades em seus parques, a empresa também relatou quedas no licenciamento de mercadorias e em seus negócios de varejo, enfraquecendo ainda mais os resultados operacionais, já que suas lojas ficaram fechadas na maior parte do trimestre.

O Disney+, por outro lado, é uma estrela emergente na geração de receitas, já que as pessoas passam mais tempo em casa e consomem mais conteúdo. Em agosto último, a Disney informou que tinha mais de 100 milhões de assinantes pagantes em suas plataformas de streaming, sendo que mais de 50% também eram clientes do principal serviço Disney+.

Se não sabe brincar não desce pro play, Amazon

Você pode ser uma das empresas mais valiosas do mundo e dominar o e-commerce mundial. Mas isso não quer dizer que você vai transformar em ouro tudo o que tocar. E esse foi o caso da Amazon que, com menos de seis meses, "matou" a sua primeira grande empreitada na área de games: o multiplayer online Crucible.

E se você nunca ouviu falar desse jogo, não se preocupe. A esmagadora maioria da população também não. Como dissemos antes, Crucible é um game multiplayer online de grandes proporções, focado em PCs e que foi lançado pela gigante do e-commerce no final de maio deste ano. Apesar de ser gratuito e estar disponível na maior plataforma de jogos do mundo, o Steam, o título rapidamente saiu do top 100 do site e tinha menos de cinco mil jogadores em média - um belo problema se você quer competir de igual para igual com pesos-pesados como Fornite e Valorant, entre outros.

E ao analisar os erros de iniciante da Amazon em relação ao seu jogo (principalmente na hora de promovê-lo), dá para entender porque ele não decolou. O contraste entre como ele foi lançado, em comparação com Valorant (da Riot Games), que também chegou neste ano, ajuda a ilustrar por que o título naufragou, enquanto seu rival teve sucesso.

Valorant ofereceu um beta fechado, que só poderia ser acessado se os interessados assistissem a streamers no Twitch (plataforma que pertence à Amazon) jogando o game ao vivo. Dessa forma os gamers teriam alguma ideia de como se deveria jogar o título, até porque eles o viram funcionando em tempo real. E, claro, houve uma massiva campanha publicitária e de marketing em torno dele.

Já no caso de Crucible, nas semanas anteriores e posteriores ao seu lançamento, a Amazon, (repetindo: adona da Twitch), não usou seu próprio serviço de streaming para promover o jogo. Não havia streamers principais jogando o game ou fazendo propaganda do mesmo. Também não havia nenhum trailer de Crucible rodando como anúncios e nenhum sistema de drop para que os interessados tivessem acesso antecipado. Da mesma forma, no YouTube, os anúncios de "Crucible" não estavam em lugar nenhum.

Ficou fácil de entender, não?

Abriu precedente, C6!

O banco digital C6 Bank foi condenado a restituir o valor de R$ 29.990 a um cliente que teve o smartphone roubado e sua conta-corrente acessada, realizando um débito nesse valor. A decisão foi emitida pela juíza Claudia Carneiro, da 7º Vara Cível da cidade de São Paulo que afirmou que a instituição "tem controle insuficiente sobre os procedimentos de segurança de lançamentos da conta bancária e também de ressarcimento em casos de débitos indevidos (investiga-se pouco e desconfia-se muito do cliente), caracterizando um descaso com o consumidor". Ouch!

Em novembro de 2019, o cliente do C6 Bank que moveu a ação teve o seu smartphone roubado. Mesmo bloqueado o aparelho e todos os acessos ao app do banco, ele viu, no dia seguinte ao furto, que o ladrão havia conseguido realizar um débito de R$ 29.990 em sua conta. A vítima afirma que o criminoso não tinha obtido qualquer tipo de senha para realizar as operações e que parte delas havia sido feita fora do horário permitido pelo C6 Bank. O cliente entrou em contato com a instituição para solicitar o estorno dos valores, o que lhe foi negado Com isso, ele resolveu entrar na Justiça para reaver a quantia.

Para além da restituição dos quase R$ 30 mil - e do belo esporro da juíza - o C6 Bank também foi condenado a pagar R$ 10 mil a título de danos morais, com o valor estipulado considerando as peculiaridades do caso, "sendo que a repercussão do dano também foi levado em conta, na medida em que se situou dentro dos padrões não excepcionais".

O banco afirma que vai recorrer da decisão.

Abre o olho, Netflix! 

Um levantamento da Reelgood, plataforma que agrega conteúdos de serviços de streaming, mostrou como anda a disputa por audiência dos principais serviços do gênero nos Estados Unidos. E um dos principais destaques é o fato do Prime Video, da Amazon, diminuir a cada trimestre a sua diferença em relação a Netflix, a líder desse mercado.

Segundo o relatório, a Netflix mantém sua liderança no terceiro trimestre deste ano, com 25% do marketshare (contra 32% no segundo trimestre). Já o Prime Video pulou de 20% para 21% de um trimestre para outro, com a diferença entre as plataformas diminuindo de forma sensível nos últimos meses.

Ranking da Reelgood: Amazon Prime Vídeo encostando na Netflix (Foto: Divulgação/Reelgood)
Ranking da Reelgood: Amazon Prime Vídeo encostando na Netflix (Foto: Divulgação/Reelgood)

O Hulu, por sua vez, mantém a terceira colocação, ainda que a sua participação tenha diminuído de 19% para 15% entre os dois últimos trimestres. No entanto, outro destaque do ranking fica por conta do crescimento do HBO Max, cujo marketshare saltou de 3% para 9% no último tri, ultrapassando ninguém menos que a Disney+.

Mais um pra família! 

O Magazine Luiza anunciou nesta quinta-feira (15) a compra da ComSchool, plataforma de cursos voltados para e-commerce e performance digital. Em comunicado, a rede varejista afirmou que a aquisição é mais um passo da companhia na digitalização do varejo brasileiro.

Ainda de acordo com a companhia, a aquisição tem como objetivo oferecer mais oportunidades de conhecimento e capacitação sobre o mercado online a milhares de pessoas e empresas. A ComSchool oferece mais de 200 cursos nas áreas de Marketing Digital, e-commerce, Redes Sociais e Comportamentos na Era Digital. Todos eles podem ser realizados na modalidade online, com aulas ao vivo ou presenciais, em São Paulo e em mais sete cidades do país. Desde a sua fundação, em 2008, a ComSchool já capacitou mais de 85 mil alunos.

Um dos alvos do Magalu com a compra da ComSchool são as pequenas empresas que fazem parte do seu marketplace. Com isso, a ComSchool oferecerá aos vendedores da plataforma acesso a cursos desenvolvidos especialmente para as suas necessidades. A ideia é capacitá-los em ferramentas digitais, com o objetivo de gerir melhor seus negócios online, vender mais e oferecer uma melhor experiência aos consumidores.

E a torta de vacilo da semana vai para...

O Facebook. A rede social afirmou que uma reportagem cheia de buracos do jornal New York Post sobre Hunter Biden, filho do candidato a presidência dos EUA, o democrata Joe Biden, teria um alcance limitado na plataforma, enquanto a matéria não fosse devidamente checada. No entanto, o artigo já foi compartilhado mais de 400 mil vezes pela rede social do seu Mark Zuckerberg.

Mark Zuckerberg: parece que suas ferramentas anti-fake news precisam ser melhor calibradas... (Foto: Justin Sullivan/Getty)
Mark Zuckerberg: parece que suas ferramentas anti-fake news precisam ser melhor calibradas... (Foto: Justin Sullivan/Getty)

Isso porque o Facebook disse "trocentas" mil vezes que criou tecnologias para barrar a disseminação de fake news e desinformação política em sua plataforma, principalmente às vésperas das eleições que podem reeleger o republicano Donald Trump.

Imagina se os engenheiros do Face não tivessem feito nada...

Para ficar por dentro da história, clique nas matérias do Business Insider aqui e aqui (em inglês).

Fonte: Canaltech

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