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Streamers da Twitch denunciam ataques de ódio sofridos durante transmissões

·2 minuto de leitura
Gamepad preto na frente da tela de um computador
Com mais de 30 milhões de visitantes diários, Twitch é a maior plataforma de streaming de videogame do mundo. (Lionel Bonaventure/ AFP)
  • Um professor sueco revelou estar recebendo imagens violentas e ofensas transfóbicas 

  • Usuários levantaram hashtag no Twitter para denunciar os casso de assédio e ataques de ódio

  • Plataforma informou estar aperfeiçoando a segurança do espaço

O que era para ser um momento de descontração e lazer para Gabriel Erikkson Sahlin se tornou motivo de desgaste e ansiedade. Streamer na Twitch, maior plataforma de streaming de videogame do mundo, o professor sueco transexual tem sido alvo de violentos ataques virtuais nos últimos meses por parte de outros usuários.

Gabriel joga The Sims e Dragon Age e, durante as transmissões, fala abertamente sobre sua identidade de gênero e até tira dúvidas. Porém, as ofensas transfóbicas, imagens violentas de decapitações e mensagens de robôs que incitam até mesmo o suicídio têm feito com que ele pense se realmente vale a pena se conectar para jogar.

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Mas infelizmente, o professor não é único. Ele faz parte do grupo de usuários da Twitch que têm sofrido com os hate raids (ataques de ódio organizados), no qual RekItRaven também está. O site é o local de trabalho da criadora de conteúdo, que recebe diversas ofensas e referências ao grupo supremacista branco Ku Klux Klan especialmente por ser uma pessoa negra e não-binária – que não se identifica nem como homem nem como mulher, podendo ser ambos, nenhum, ou fluir entre um e outro.

Raven foi a pessoa responsável por criar o slogan #TwitchDoBetter (em português, #TwitchFaçaMelhor) no Twitter, e dezenas de usuários aderiram ao movimento para protestar contra o silêncio da plataforma.

O que diz a Twitch

De acordo com o site, novas medidas de segurança estão sendo desenvolvidas para barrar esse tipo de situação e falhas nos filtros automáticos já foram corrigidas. Até o momento, os usuários revelam não terem notado diferenças.

Além disso, a Twitch planeja algumas mudanças para identificar e banir os agressores, como autenticação em duas etapas, maiores poderes para os moderadores e a imposição de um tempo de espera, para novas contas, antes de começarem a participar de conversas.

Segundo as vítimas, o desafio está em barrar a ação dos responsáveis, que conseguem passar pelas rachaduras dos algoritmos ao digitar palavra proibidas de forma incorreta. A sensação de impunidade e anonimato também contribuem para a recorrência dos assédios.

A Twitch foi criada em 2011 e, três anos depois, comprada pela Amazon. Atualmente, conta com mais de 30 milhões de visitantes diários, sendo a maioria pessoas que se conectam para acompanhar os streamers jogando videogame.

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