Mercado fechará em 5 h 36 min
  • BOVESPA

    113.441,20
    -1.206,79 (-1,05%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.798,38
    +985,48 (+1,90%)
     
  • PETROLEO CRU

    83,10
    +0,82 (+1,00%)
     
  • OURO

    1.765,30
    -3,00 (-0,17%)
     
  • BTC-USD

    60.639,89
    -570,13 (-0,93%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.420,87
    +45,65 (+3,32%)
     
  • S&P500

    4.471,37
    +107,57 (+2,47%)
     
  • DOW JONES

    35.294,76
    +916,96 (+2,67%)
     
  • FTSE

    7.191,17
    -42,86 (-0,59%)
     
  • HANG SENG

    25.409,75
    +78,75 (+0,31%)
     
  • NIKKEI

    29.025,46
    +474,56 (+1,66%)
     
  • NASDAQ

    15.066,75
    -67,75 (-0,45%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4137
    +0,0099 (+0,15%)
     

STJD tira três pontos do Brusque por caso de racismo contra Celsinho

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) decidiu nesta sexta-feira (24) suspender um conselheiro do Brusque por quase um ano e penalizar o clube com perda de três pontos pelo caso de racismo contra o jogador Celsinho, do Londrina, em partida pela Série B do Campeonato Brasileiro.

O conselheiro em questão é Júlio Antônio Petermann, presidente afastado do Conselho Deliberativo do Brusque, que, durante o julgamento virtual, adimitiu ter dito "cachopa [coméia] de abelha", em referência ao cabelo do jogador. Ele se desculpou.

Na sessão, foram apresentados a denúncia com 17 páginas, vídeos da partida, a opinião de um perito que analisou os áudios dessas evidências e depoimentos --do acusado, do ofendido e de outros envolvidos no confronto.

Presidida por Otacílio Araújo Neto, a 5ª Comissão Disciplinar do STJD decidiu aplicar suspensão de 360 dias (quase um ano) ao conselheiro, com multa de R$ 30 mil. Já o Brusque foi punido com R$ 60 mil de multa e perda de 3 pontos na tabela da Série B.

Como cabe recurso, as penas não são definitivas. O processo disciplinar deve chegar ao Pleno, a última instância do STJD.

O relator João Maffei entendeu que o caso se enquadra no artigo 243-G do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que versa sobre "ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência".

Também havia a acusação de que alguém, não identificado, havia gritado "macaco" para Celsinho durante o mesmo jogo. O entendimento foi que não há elementos para provar essa segunda ofensa.

Os outros quatro membros da comissão seguiram o entendimento do relator.

Leia também: Racismo no futebol brasileiro segue com punição branda desde caso Grafite O caso ocorreu no final de agosto. Na partida entre Brusque e Londrina, Celsinho chamou a atenção da arbitragem para ofensas que recebia de pessoas que estavam na arquibancada.

Na súmula, o juiz Fabio Augusto Sá Júnior relatou que um integrante do estafe do Brusque gritou para armador: "Vai cortar esse cabelo, seu cachopa de abelha".

Depois, o Brusque ainda divulgou uma nota diminuindo o caso e insinuando que o jogador queria se promover com o caso.

À Folha de S.Paulo Celsinho afirmou que essa foi a gota d'água. "O meu filho mais novo tem cinco anos, não entende, tem só que brincar e ser criança mesmo. Mas o meu mais velho e a minha esposa sentiram muito, principalmente com a nota do Brusque. Ele e a minha esposa começaram a chorar. Fizeram a gente chorar."

Ele também afirmou que suas ações não se limitam ao âmbito desportivo. Avisou que também agirá nas esferas criminais e cíveis contra o Brusque e o conselheiro.

Além do episódio do fim de semana, o jogador já sofreu com outras duas situações semelhantes nesta temporada, sempre com menções ao cabelo black power.

Dois profissionais da Rádio Bandeirantes de Goiânia e um locutor da Rádio Clube de Belém usaram falas racistas como "cabelo pesado", "bandeira de feijão" e "negócio imundo" para se referir ao jogador. Eles pediram desculpas públicas e foram afastados pelas emissoras.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos