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STF retira sigilo de conversas entre Moro e procuradores a pedido de Lula; leia troca de mensagens

Redação Notícias
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Brazil's Justice Minister Sergio Moro gives a press conference to announce his resignation in Brasilia, Brazil, Friday, April 24, 2020. Moro made the announcement after Brazilian President Jair Bolsonaro changed the head of the country's federal police. (AP Photo/Eraldo Peres)
Leia, abaixo, a íntegra das conversas liberadas agora por Ricardo Lewandowski (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O STF (Supremo Tribunal Federal) retirou o sigilo das conversas entre procuradores da Operação Lava Jato e o ex-juiz e ministro da Justiça, Sergio Moro. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (1º) pelo ministro Ricardo Lewandowski e atende a um pedido da defesa do ex-presidente Lula.

O material, que tem 50 páginas e foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, tem partes inéditas das mensagens trocadas entre Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

Os diálogos foram obtidos pelos advogados de Lula depois que o próprio Lewandowski decidiu que eles poderiam ter amplo acesso ao material apreendido na Operação Spoofing.

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O conteúdo diz respeito a conversas privadas e em grupos de procuradores da Lava Jato, entre 2015 e 2017 e indicam uma troca de informações sobre ações da Lava Jato, sugerindo que Moro pode ter interferido na atuação da Procuradoria.

Na época das conversas, Moro era juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos ligados à operação.

Leia, abaixo, a íntegra das conversas liberadas agora por Ricardo Lewandowski. Caso não consiga visualizar o documento, clique aqui.

As mensagens foram obtidas na Operação Spoofing, que investigou o grupo de hackers que, em 2019, invadiu celulares de autoridades como o ex-juiz Sergio Moro.

Na semana passada, parte do diálogo foi revelado. Na conversa, Moro estava orientando os procuradores sobre como apresentar a denúncia contra o petista no caso do tríplex do Guarujá.

À época do vazamento, o então ministro afirmou que não viu nada “de mais” nas mensagens e que não houve nenhuma orientação ao Ministério Público. Sobre ter repassado pistas de uma investigação por mensagem no Telegram, o ministro disse que foi um "descuido" seu.