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STF prorroga prisões temporárias de envolvidos em atos antidemocráticos

Luísa Martins

A decisão de prorrogar por mais cinco dias as prisões atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais cinco dias as prisões temporárias de seis investigados no inquérito que apura atos antidemocráticos no país — entre eles a ativista de extrema direita Sara Giromini, conhecida como Sara Winter.

A decisão atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na solicitação, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques, disse que mantê-los detidos é "imprescindível" para a atual fase do inquérito policial.

Os presos fazem parte do grupo extremista "300 do Brasil", que acampou na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, organizou ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pregou o fechamento do Congresso. A suspeita é de que eles recebam financiamento para agir ao arrepio da Lei de Segurança Nacional.

Moraes determinou, também a pedido da PGR, que eles cumpram a prisão temporária em celas reservadas a presos que sofrem risco de represálias. Se não houver como cumprir essa medida nas cadeias, eles devem ser mantidos na carceragem da Superintendência da PF no Distrito Federal.

Esgotado o novo prazo da prisão temporária, a PGR deve decidir se é necessário ou não pedir ao Supremo a conversão em preventiva, que não tem data pré-estabelecida para terminar.