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Stefani e Pigossi levam o bronze nas Olimpíadas e conquistam 1ª medalha brasileira no tênis

·3 minuto de leitura
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 12.02.2020 - A tenista Luisa Stefani é a atual 47ª do ranking mundial, a brasileira mais bem colocada. Ela treina nos EUA, mas está competindo no Brasil e essa semana está treinando em São Paulo. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 12.02.2020 - A tenista Luisa Stefani é a atual 47ª do ranking mundial, a brasileira mais bem colocada. Ela treina nos EUA, mas está competindo no Brasil e essa semana está treinando em São Paulo. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

TÓQUIO, JAPÃO (FOLHAPRESS) - Virou clichê dizer em Olimpíadas que um atleta "fez história". Mas seria uma injustiça com a dupla Luisa Stefani e Laura Pigossi não escrever que elas, sim, fizeram a delas nas Olimpíadas de Tóquio ao conquistar a primeira medalha olímpica do tênis brasileiro.

Stefani, 23, e Pigossi, 26, levaram o bronze neste sábado (31) ao baterem as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina, vice-campeãs de Wimbledon, por 2 sets a 1, com parciais de 6-4, 4-6 e 11-9. No set decisivo, elas perdiam por 7 a 2 e, posteriormente, precisaram salvar quatro match points em 9-5. Mas ganharam seis pontos seguidos e conquistaram o bronze para o Brasil.

Disputar os Jogos era algo improvável até pouco tempo atrás para a dupla. Ganhar a inédita medalha para o Brasil, então, provavelmente nem passava pela cabeça delas, que não atuavam como parceiras de quadra até desembarcar no Japão de última hora.

Foi uma partida boa e difícil na arena Ariake de tênis em Tóquio, com arquibancadas vazias por causa da pandemia da Covid-19. Debaixo de um sol de 32º, as brasileiras foram apoiadas durante a final por membros da delegação brasileira.

O feito em Tóquio o é ápice do tênis brasileiro em Olimpíadas. Stefani e Pigossi já haviam atingido a marca de Fernando Meligeni de Atlanta-96 ao passar para as semifinais olímpicas com a vitória de 2 a 1 sobre as norte-americanas Bethanie Mattek-Sands e Jessica Pegula, com parciais de 1/6, 6/3 e, no super tie-break, 10/6.

Antes, bateram as tchecas Karolina Pliskova e Marketa Vondrousova por 2 a 1 e, na estreia, ganharam das canadenses Gabriela Dabrowski e Sharon Fishman por 2 sets a 0.

As brasileiras saíram frustradas da semifinal com um início arrasador, mas que terminou em derrota por 2 sets a 0 para as suíças Belinda Benci e Viktoria Golubic.

O lugar no pódio em Tóquio-2020 é o capítulo final de um enredo inusitado que levou Stefani e Pigossi para a Ariake arena na cidade japonesa.

Faltando quase uma semana para o começo dos Jogos, elas foram avisadas de que poderiam participar da competição.

Pela regra, a chave olímpica reúne 31 duplas definidas com base nas primeiras colocações no ranking, além de outra representante do país-sede.

Stefani e Pigossi são, respectivamente, primeira e segunda mais bem colocadas no ranking de duplas do Brasil, mas não atuam juntas no circuito internacional, embora sejam amigas de infância.

Coube a Eduardo Frick, gerente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), avisá-las de que participariam das Olimpíadas depois de ser comunicado pela Federação Internacional de Tênis de que havia uma vaga para a dupla brasileira.

Stefani mora nos Estados Unidos, e Pigossi, em Barcelona.

No circuito, Stefani faz dupla com a norte-americana Hayley Carter. Ambas conquistaram o Aberto de Lexington, no Kentucky (EUA), e o WTA de Tashkent (Uzbequistão), em 2019.

Na atual temporada, Laura Pigossi conquistou os dois principais torneios de sua carreira até o momento, o ITF W25 de Pune, na Índia, e o W15 de Villena, na Espanha. Disposta a melhorar seu jogo, ela decidiu se mudar para Barcelona em 2016.

A atleta começou a treinar aos 10 anos, em uma academia no bairro de Perdizes, em São Paulo, por iniciativa da mãe. Em 2011, os pais decidiram trocar a capital paulista pela Flórida, nos EUA.

Stefani deu sequência ao tênis no ensino médio e, a partir do segundo semestre de 2015, na universidade. Nesse período, atingiu a 10ª posição do ranking juvenil.

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