Statoil continua sem notícias sobre funcionários desaparecidos na Argélia

Copenhague, 20 jan (EFE).- A petrolífera norueguesa Statoil continua sem ter notícias de seus cinco empregados desaparecidos no ataque ao campo de gás de In Amenas, no sudeste da Argélia, liberado ontem pelas forças argelinas após ser tomado por um grupo armado salafista.

"Um novo dia sem respostas reforçou nossa intranquilidade. Fazemos tudo o que podemos para encontrar nossos colegas", afirmou hoje o presidente da companhia, Helge Lund.

Lund divulgou pela primeira vez, de acordo com as famílias e as autoridades norueguesas, o nome dos cinco funcionários desaparecidos, todos noruegueses, de entre 35 e 58 anos.

Os trabalhos de busca continuam no interior das instalações, na área desértica próxima e em vários hospitais e centros de saúde de In Amenas, assim como de outras localidades argelinas, informou Lund.

"A operação de busca e salvamento segue com a mesma intensidade. Estamos juntos neste duro período e pensamos na profunda incerteza e desespero dos parentes", afirmou o presidente de Statoil, que opera o campo junto com a argelina Sonatrach e a British Petroleum (BP).

Tanto Statoil como o Governo norueguês advertiram várias vezes nas últimas 24 horas para a possibilidade que os cinco tenham morrido no ataque.

Quando aconteceu o ataque do grupo armado salafista há quatro dias, havia no campo de gás 17 empregados de Statoil, dos quais 12 já estão a salvo: oito noruegueses, três argelinos e um canadense.

Segundo os dados provisórios publicados pelo Ministério do Interior argelino, durante a operação de resgate morreram 23 reféns, entre argelinos e estrangeiros, assim como 32 supostos terroristas, enquanto foram libertados 792 pessoas, 107 delas estrangeiras.

Por sua parte, o canal argelino "Ennahar" informou que outros 25 corpos não identificados foram encontrados hoje no campo de gás, mas esta informação não foi confirmada oficialmente. EFE

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