Mercado fechará em 1 h 22 min
  • BOVESPA

    110.902,72
    +2.009,40 (+1,85%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    43.146,23
    +1.367,36 (+3,27%)
     
  • PETROLEO CRU

    44,65
    -0,69 (-1,52%)
     
  • OURO

    1.816,60
    +35,70 (+2,00%)
     
  • BTC-USD

    18.922,28
    -477,49 (-2,46%)
     
  • CMC Crypto 200

    371,18
    -8,68 (-2,29%)
     
  • S&P500

    3.668,61
    +46,98 (+1,30%)
     
  • DOW JONES

    29.898,99
    +260,35 (+0,88%)
     
  • FTSE

    6.384,73
    +118,54 (+1,89%)
     
  • HANG SENG

    26.567,68
    +226,19 (+0,86%)
     
  • NIKKEI

    26.787,54
    +353,92 (+1,34%)
     
  • NASDAQ

    12.477,25
    +200,25 (+1,63%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3301
    -0,0311 (-0,49%)
     

Dinâmica em grupo? Nada disso. Startups inovam no recrutamento de pessoas

Colaboradores Yahoo Finanças
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

por Matheus Mans

Nada mais de dinâmicas e entrevistas repetitivas, interações que não fazem sentido e demora na entrega do resultado. Os processos de recrutamento e seleção estão passando por um intenso processo de transformação digital com startups que estão deixando as escolhas, dinâmicas e entrevistas mais transparentes.

SIGA O YAHOO FINANÇAS NO INSTAGRAM

BAIXE O APP DO YAHOO FINANÇAS (ANDROID / iOS)

Essas startups, chamadas de HR Techs, começaram a surgir no país há cerca de quatro anos. Elas se inspiraram num movimento parecido nos Estados Unidos, que hoje tem um mercado de recrutamento que gira US$ 240 bilhões anualmente, segundo a Deloitte. No Brasil, enquanto isso, são cerca de 130 startups do tipo que buscam um espaço no setor.

Leia também

“O mundo todo está passando por uma transformação de comportamento. E isso reflete nas relações de trabalho”, afirma o professor de psicologia organizacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Marcos Mendonça. “Trazer novos processos, digitalizar o contato com candidatos e facilitar a seleção já são prerrogativas.”

A primeira HR Tech do Brasil

A startup que deu o pontapé nas mudanças do setor de recrutamento foi a Revelo. Fundada em 2014, a empresa inverte a lógica da contratação. Os candidatos é que entram na plataforma, preenchem seus currículos e aguardam o contato de contratantes interessados. Para isso, usa-se inteligência artificial e um ranking de candidatos com perfis atraentes.

Lachlan de Crespigny e Lucas Mendes, os cofundadores da Revelo (Foto: Divulgação)
Lachlan de Crespigny e Lucas Mendes, os cofundadores da Revelo (Foto: Divulgação)

“O candidato vai para o centro do sistema e não repete os processos, como procurar vagas, enviar currículos ou preencher formulários. A ideia é evitar desânimo e impedir análises superficiais”, afirma Lucas Mendes, fundador da startup de recrutamento e seleção. “É um setor muitas vezes deixado de lado, com pouco investimento. Podemos trazer agilidade”.

Hoje, a Revelo já está com bons números. De 2014 para cá, mais de 390 mil candidatos já passaram por lá e a plataforma é acessada ativamente 3,5 mil empresas — entre elas, Ambev e Itaú. Além disso, foi ela que deu o pontapé dos grandes aportes em HR Techs: em setembro, levantou uma rodada de R$ 70 milhões de reais pelo IFC, do Banco Mundial.

Novos players no mercado

Com o pioneirismo da Revelo, muitas outras startups começaram a tomar o setor com processos diferenciado. A Biz.u, fundada em 2015, funciona como um “Tinder de recrutamento”. Ou seja: analisa a cultura da empresas e o comportamentos do profissional.

Se as coisas combinarem, a empresa faz o “match” e promove a contratação. A ideia é evitar a fuga de talentos para promover pessoas e empresas que tenham afinidade. Afinal, quando o vínculo é criado antes mesmo da contratação em si, há uma relação mais clara e tranquila entre as partes. Evita a fuga de talentos posteriormente.

Já a Kenoby, que tem esse nome em homenagem ao mestre jedi Obi-Wan, da saga Star Wars, começou a sua jornada entre 2015 e 2016. E seu mecanismo é inverso ao da Revelo: as empresas abrem as vagas e a startup encontra a pessoa ideal para a vaga.

“A questão da maior qualificação dos candidatos, por exemplo, por vezes ainda é enxergada como algo que atrasa um processo seletivo. E não é o caso. Ao usar uma ferramenta que possibilita automações, você inclui assertividade. Isso é bom para a empresa e para o candidato”, explica Marcel Lotufo, fundador da empresa.

Quanto ao futuro do mercado, as startups se mostram cautelosas. Lotufo, da Kenoby, chama a atenção para o uso moderado de inteligência artificial. “A chance de criar uma inteligência artificial com viés, favorecendo um ou outro grupo social, é enorme”, diz o empreendedor.

Já Lucas Mendes, da Revelo, chama a atenção para o lado positivo do processo — principalmente num país com 13 milhões de desempregados. “Muitas pessoas tem carreiras transformadas. Isso é incrível. Você não tá vendendo supérfluos na internet. Você, assim, está transformando profundamente a vida da pessoa”, conclui o empreendedor.