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Startups focam no atendimento preventivo para modernizar setor de saúde

·2 min de leitura

Planos de saúde ainda são muito caros no Brasil, mas um certo nicho de empresas de tecnologia têm surgido no Brasil a partir de outra abordagem: em vez de prestar o serviço após o surgimento de uma situação médica, elas apostam no atendimento preventivo dos pacientes, para se antecipar aos problemas.

Startups como Qsaúde, Alice e Sami foram tema de reportagem da Folha de S. Paulo e falaram mais sobre seus novos modelos para o setor, normalmente com muito atendimento remoto e análise de dados para realizar previsões de cenários.

Na QSaúde, por exemplo, a maior parte dos agendamentos para beneficiários é feita pelo médico que acompanha o paciente. A ideia é oferecer mais efetividade e qualidade nos atendimentos. "Nós nos dedicamos bastante a explicar esse modelo. As pessoas vêm de um sistema em que elas cuidavam da própria saúde, muitas vezes de forma ineficaz", disse à reportagem Vanessa Gordilho, diretora geral da empresa.

A healthech foi criada por José Seripieri Júnior, fundador e ex-controlador da operadora de saúde Qualicorp, com um investimento de mais de R$ 120 milhões. Hoje, conta com mais de 6.000 clientes. Seu publico alvo eram os de maior renda, mas hoje há planos a partir de R$ 245 para jovens de até 18 anos.

Imagem: Senivpetro/Freepik
Imagem: Senivpetro/Freepik

Já André Florence, ex-diretor financeiro da 99, fundou e preside a Alice, onde o paciente cria com o médico e a equipe de atendimento metas para melhorar sua saúde. O acompanhamento é feito a partir do app da empresa e o cliente recebe recomendações baseadas em seu comportamento diário para atingir seus objetivos.

Com isso, a empresa economiza ao evitar procedimentos mais caros. "Mais de 85% das queixas atendidas digitalmente são resolvidas sem a pessoa sair de casa", disse Florence à Folha. O plano para pessoas com 30 anos começa em R$ 579.

A startup Sami, por sua vez, priorizou o atendimento a 2.000 pequenas empresas e microempreendedores individuais. Recebeu um aporte de R$ 86 milhões no final de 2020, com participação de grandes fundos como Monashees, Canary e Redpoint Eventures. O plano de saúde individual vai a partir de R$ 170 e, na média, fica em R$ 300.

Uma mudança de processos criada pela Sami é como paga os hospitais após estes atenderem pacientes. Em vez de o plano remunerar a rede parceira, o pagamento passa a ser feito a partir de uma metodologia que considera o valor entregue ao paciente, e o hospital arca com custos adicionais não previstos. A empresa acredita que o modelo anterior incentivava um maior volume de exames e prolongamento de internações.

Fonte: Canaltech

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