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Startup brasileira troca lixo e sucata por dinheiro

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Por Matheus Mans

O Brasil gera cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos anualmente. Desse total, 40% poderia ser reaproveitado, mas apenas 3% entra na roda da reciclagem. De olho na montanha de lixo desperdiçada nesse mercado, o empreendedor Saulo Ricci fundou a Coletando Soluções, startup que quer trocar resíduos sólidos e reaproveitáveis por dinheiro.

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Funciona assim: a Coletando espalha ecopontos de coleta seletiva em comunidades, como no Complexo do Alemão e Rocinha. As pessoas descartam embalagens pós-uso e trocam por dinheiro, que é enviado para um conta individual da plataforma. Depois, o participante pode utilizar seu saldo em estabelecimentos ou acessar serviços bancários no aplicativo.

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O ganho mensal médio de quem usa o serviço da startup gira em torno de R$ 30 para a população local, que possui apenas resíduos próprios ou familiares. Catadores e comerciantes, enquanto isso, podem ter um ganho médio de R$ 500 mensais no serviço.

Do outro lado, a startup faz um acompanhamento completo, após o descarte, do resíduo. “Inserimos o modelo de rastreabilidade e de ciclo de vida das embalagens ponta-a-ponta, trazendo indicadores socioambientais e econômicos”, explica Ricci, que teve a ideia da startup numa madrugada, após um curso de design thinking. “Este é um novo modelo”.

Barreiras

Durante seu período de experimentação, a Coletando Soluções alcançou cerca de 1 mil famílias, fornecendo R$ 22 mil aos usuários do programa. Agora, a startup está entrando em uma nova fase de parcerias com multinacionais e buscando expandir seus serviços para São Paulo e Rio de Janeiro. A ideia é atingir mais de 10 mil pessoas em comunidades.

Coletando Soluções tenta equilibrar negócios e ecologia (Foto: Divulgação)
Coletando Soluções tenta equilibrar negócios e ecologia (Foto: Divulgação)

No entanto, Saulo Ricci afirma que ainda não é fácil emplacar startups de cunho socioambiental no Brasil. Este, por enquanto, ainda é um tema que atrai pouco os olhares de investidores e precisa ter uma atenção redobrada na hora de se abrir ao mercado.

“O acesso a capital de investimentos de impacto para empresas com viés socioambiental ainda não é um ecossistema eficiente. Este é o nosso grande desafio. Mas temos conseguido provar nosso valor frente ao mercado”, afirma o empreendedor. “Nós queremos expandir nosso modelo para todo Brasil de olho na fatia desse mercado gigantesco”.

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