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Startup quer usar balões de ar quente para colocar pequenos satélites em órbita

Felipe Junqueira

Uma startup quer colocar satélites na órbita da Terra usando balões, em vez de foguetes. A Leo Aerospace, empresa sediada em Los Angeles, está desenvolvendo um sistema para levar instrumentos menores da superfície terrestre até 18.000 metros na atmosfera, usando um balão de ar quente que poderia ser reaproveitado uma centena de vezes.

Chamado Regulus, o aeróstato ainda pode ser lançado de praticamente qualquer lugar do planeta, pois utiliza uma base de lançamento móvel. O balão seria capaz de carregar carga de até 33 kg para uma órbita heliossíncrona de 550 km, ou 57 kg para uma órbita circular de 300 km, segundo o site da empresa.

Não é a primeira vez que balões de ar quente são utilizados para levar satélites à órbita terrestre. Nos anos 1950, foram feitos vários lançamentos desses instrumentos com aeronaves extremamente lever, mas, nos últimos 50 anos, empresas optaram por usar aviões como alternativa a foguete.

A Leo Aerospace também estuda utilizar foguetes descartáveis para missões suborbitais, que poderão levar mais peso para altitudes de até 400 km. Esses foguetes, no entanto, também utilizariam o Regulus em parte da viagem, e o balão pode ser reaproveitado em até 100 voos, de acordo com o co-fundador da empresa, Bryce Prior.

Sistema de lançamento de satélites que vai usar balão de ar quente (Imagem: Reprodução/Leo Aerospace)

Preços e concorrência

O empresário não especificou preços, mas acredita que o custo de um voo com o Regulus será entre uma e três vezes o que uma empresa paga em lançamentos compartilhados de foguetes maiores, como o Falcon 9, da SpaceX. A vantagem é que haverá maior controle do contratante sobre o local onde o satélite é liberado. Em viagens compartilhadas, é como se a empresa pagasse por uma carona.

A Leo Aerospace, no entanto, já tem forte concorrência no mercado. A Rocket Lab usa foguetes e também consegue levar satélites menores para a órbita terrestre com viagens que custam em torno de US$ 5 milhões. A espanhola Zero 2 Infinity também busca empresas que pretendem lançar pequenos satélites.

Enquanto as concorrentes já começam a oferecer seus serviços, a Leo Aerospace pretende fazer o primeiro voo comercial com um balão em meados de 2020.

Fonte: Canaltech

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