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Startup quer ajudar e lucrar com o mercado de divorciados no Brasil

·4 minuto de leitura
Desenvolvida com base nas próprias experiências de Calila como uma mulher divorciada, a startup busca oferecer serviços, experiências
Desenvolvida com base nas próprias experiências de Calila como uma mulher divorciada, a startup busca oferecer serviços, experiências

A empresária e especialista em marketing Calila Matos estava trabalhando para uma conhecida plataforma de organização de casamentos quando teve uma ideia. Divorciada, ela pensou que um serviço contrário ao prestado por essa startup também teria um mercado interessante no Brasil. Uma empresa, talvez, que ajude em processos de divórcios. A ideia não vingou com essa startup, mas Calila não desistiu. Em novembro do ano passado, colocou no mercado a sua própria plataforma de divórcios: a iDivorciei.

Desenvolvida com base nas próprias experiências de Calila como uma mulher divorciada, a startup busca oferecer serviços, experiências e apoio para homens e mulheres divorciados. Na plataforma da empresa, é possível encontrar desde descontos em produtos de varejo até assessoria jurídica e financeira. Além disso, a iDivorciei produz conteúdos com especialistas para criar uma base jurídica, financeira e psicológica para que as pessoas que estão passando por uma ruptura encontrem rapidamente um apoio direto na plataforma.

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E, apesar de não ser um mercado celebrado e conhecido, está em franco crescimento pelo Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de divórcios no País cresceu 75% em cinco anos. No meio do ano passado, durante a pandemia, o total de divórcios saltou para 7,4 mil apenas em julho, um aumento de 260% em cima da média de meses anteriores. E tudo isso tem um custo. Desfazer um casamento pode chegar a gastos de R$ 46 mil para casais com filhos e bens registrados em conjunto.

“Somos quase 30 especialistas para formar uma rede do bem”, explica Calila Matos em entrevista ao Yahoo! Finanças, ao ser questionada sobre o funcionamento do serviço. “A cada três casamentos, sai um divórcio. Com isso, vi que precisava ajudar essas pessoas trazendo acolhimento antes mesmo da pandemia. Afinal, não esperávamos que isso ia acontecer e aumentar ainda mais os números [de divórcios] aqui no País. A ideia era lançar só em 2021, mas acabamos antecipando. É um projeto que nasceu da dor com amor”.

Como funciona o iDivorciei

Assim como sites de organização de casamentos, o iDivorciei se propõe a ser como uma espécie de hub de serviços. No entanto, ao invés de quitutes, bandas e coisas do tipo, a plataforma trabalha em cima de serviços, produtos e especialistas pertinentes no momento em que um relacionamento acaba. “Hoje, temos mais de 30 vídeos em diversas áreas. Toda quarta-feira fazemos live com especialistas. [Recentemente], tivemos um momento de meditação. Queremos ensinar as pessoas a meditar mais nesse momento”, explica Calila.

No entanto, engana-se quem pensa que a startup está de olho apenas nesses “guias” básicos. “Temos uma agência de viagem parceira que desenvolve pacotes especiais para divorciados LGBT+, pais e mães solos, pacotes para pessoas maduras divorciadas”, conta Calila. “Agora, estamos criando um pacote de terapia financeira que pode ser feito em grupo. A gente também fala com escolas, indicações de como cuidar da emoção dos filhos, como eles vão se adaptar aos novos espaços. Mapeamos mais de 800 assuntos”.

Por fim, a iDivorciei também está de olho em um importante mercado: o varejo. Hoje, pela plataforma, já é possível conseguir descontos em marcas como Unilever, Tok Stok, Etna e Magazine Luiza. Mas a empresária acredita que pode ir além. “ A gente espera entrar mais no mercado do varejo. É preciso comprar muita coisa”, contextualiza Calila. “Por exemplo: ao se divorciar, pelo menos uma das partes precisa comprar uma geladeira nova. A outra ainda pode ter essa vontade de comprar uma outra geladeira para renovar o que é antigo”.

Ganhando dinheiro e indo além

Por enquanto, a iDivorciei ganha dinheiro em cima de banners no site com os parceiros. Mas Calila já começa um mercado para explorar: consultoria de empresas. “O mercado não está preparado para o divórcio. Nós queremos levar a visão sociológica para as empresas”, diz ela. “Afinal, o seguro fica mais caro, tem que procurar moradia. Só tem ônus. Logo, o rendimento no trabalho cai e as empresas querem que a pessoa fique bem da noite pro dia. Nós estamos montando uma consultoria customizada para dar esse empurrãozinho”.

Dessa forma, segundo Calila, as empresas saem ganhando duplamente. “Por um lado, a empresa se prepara para possíveis divórcios dentro de seu quadro de funcionários, sabendo como lidar”, afirma. “Por outro, o colaborador passa a enxergar a empresa que o emprega de forma diferente. Quando engaja a pessoa em um momento difícil, vai ser lembrado. É como se fosse um amigo. Vai ser um alívio”. Segundo Calila, hoje já existem empresas procurando a iDivorciei para essa consultoria. Mas não há mais detalhes.

Por fim, a executiva acredita que há um novo momento e olhar para os divorciados. “As empresas demoraram a perceber como a causa LGBT+ era importante, por exemplo. Foi só de cinco anos pra cá. Esta é uma outra militância que a gente vai ter que implementar nos mercados”, diz. “É um projeto alinhado para as expectativas de um novo momento. A gente fala de dor em um momento em que o mundo está doente no mundo dos relacionamentos. O término precisa ser encarado como uma passagem. E nós queremos dar esse suporte”.

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