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Startup nacional de chatbots, Take recebe investimento de R$ 550 milhões

Matheus Mans
·2 minuto de leitura
Take usa sistema de chatbots que já é usado por 750 empresas, entre elas a Coca-Cola (Foto: Divulgação)
Take usa sistema de chatbots que já é usado por 750 empresas, entre elas a Coca-Cola (Foto: Divulgação)

Na última semana, a startup mineira Take impressionou o mercado ao receber um aporte de US$ 100 milhões, ou aproximadamente R$ 550 milhões. O investimento, liderado pelo fundo americano de private equity Warburg Pincus, que investe também na Petz e na Eleva Educação, é o maior já concedido a uma empresa brasileira em uma rodada série A, segundo o Crunchbase, base de dados de startups do mundo todo. Agora, deve fazer com que a Take tome novos passos no mercado.

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A empresa foi fundada em 1999 e passou por diversos serviços: ofereceu envio de mensagens em massa por SMS e até comercializou os clássicos “ringtones” para celulares. Agora, a Take oferece um sistema que permite que seus 750 clientes, como Coca-Cola e Itaú, conversem com usuários por meio de serviços de mensagens, como WhatsApp e Facebook Messenger.

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Como funciona?

A Take utiliza um serviço chamado “contatos inteligentes” que, por meio de uma plataforma que usa inteligência artificial, direciona as conversas entre automação ou atendentes contratados pelo cliente.

“A Take Blip é uma plataforma de comunicação digital líder de mercado que permite que as empresas conversem com seus clientes, seja para atendimento, vendas ou engajamento, nas principais plataformas [de comunicação]”, explica Roberto Oliveira, CEO da marca. “Nós criamos esse conceito único chamado de Contatos Inteligentes que são a evolução da comunicação entre marcas e pessoas”, afirma.

Roberto Oliveira, CEO da Take (Foto: Divulgação)
Roberto Oliveira, CEO da Take (Foto: Divulgação)

A empresa cobra de acordo com o número de usuários que entram em contato com a marca — e os números impressionam. São 750 empresas usando os serviços da startup, que lida com cerca de 1,5 bilhão de mensagens por mês, com impacto direto no faturamento. “A empresa cresceu 5 vezes de tamanho nos últimos 2 anos, chegando a um faturamento recorrente anual de US$ 40 milhões em 2020”, diz o CEO.

Novos caminhos

Segundo o executivo, a escolha pelo Warburg Pincus como investidor veio após muita análise, mas acabou se revelando uma decisão acertada pela experiência que revelaram no setor de tecnologia, mídia e telecomunicações. “Vamos ampliar investimentos nas áreas de marketing, vendas, suporte ao cliente e pesquisa e desenvolvimento”, revela o executivo da empresa mineira.

A perspectiva é saltar de seus 750 clientes atuais para cerca de mil até dezembro deste ano. Depois, já de olho no mercado global, alcançar 10 mil clientes no ano que vem.

“Temos planos de internacionalização para mercados como Estados Unidos, Europa e México”, conta Oliveira. “O nosso modelo de negócio é altamente escalável, por isso temos uma ambição global. Tem funcionado muito bem aqui no Brasil e nenhuma outra empresa no mundo possui a mesma abordagem. O próximo passo é levar essa inovação para o mundo.”

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