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Startup lança aplicativo "gratuito" de guarda-chuva em Nova York

·3 min de leitura
Rentbrella tem 3.500 guarda-chuvas em 35 estações em Manhattan e Brooklyn (REUTERS/Carlo Allegri)
Rentbrella tem 3.500 guarda-chuvas em 35 estações em Manhattan e Brooklyn (REUTERS/Carlo Allegri)
  • Aplicativo Rentbrella é gratuito nas primeiras 24 horas

  • É um modelo que Marcos, fundador da startup, disse ter funcionado em São Paulo

  • Empresa quer se expandir para outras cidades nos EUA e na Europa

Uma nova startup de compartilhamento de guarda-chuvas está se expandindo na cidade de Nova York - e diz que fará pelos guarda-chuvas o que o Citi Bike fez pelas bicicletas. Rentbrella, um aplicativo que foi lançado no Brasil em 2018, está montando quiosques automatizados com 100 guarda-chuvas cada um em toda a Big Apple, com aluguéis gratuitos nas primeiras 24 horas.

No sistema semelhante ao Citi Bike, os nova-iorquinos usam o aplicativo de telefone da Rentbrella para escanear códigos que lhes permitem desbloquear e devolver guarda-chuvas em diferentes quiosques - um serviço voltado para os passageiros que se encontram em apuros e não querem desembolsar US$ 10 (cerca de R$ 56) ou US$ 15 (mais de R$ 84), de acordo com o cofundador Freddy Marcos.

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Modelo muito simples

De acordo com Marcos, em entrevista ao The New York Post, o modelo é simples. “Eles pegam um guarda-chuva, vão para casa e, no dia seguinte, devolvem”. Se os clientes não devolverem o guarda-chuva em 24 horas, serão cobrados US$ 2 (R$ 11) no segundo dia e outros US$ 2 (R$ 11) no terceiro dia. Se eles ainda não tiverem devolvido o guarda-chuva após quatro dias, serão cobrados US$ 16 (quase R$ 90), e os mesmos poderão ficar com o guarda-chuva para sempre.

Rentbrella não é a primeira startup de compartilhamento de guarda-chuva a entrar na tempestade do mercado. Em 2016, uma empresa chamada BrellaBox entrou na Shark Tank para lançar a ideia de alugar guarda-chuvas sofisticados a uma taxa de US$ 1,50 (valor próximo de R$ 9) pelas primeiras 12 horas - uma ideia que o empresário e apresentador Kevin O'Leary descartou como “talvez a pior ideia. já ouvi”.

Nada se cria...

A ideia pode, a primeira vista, parecer inovadora. Mas, já foi aplicada e replicada em algumas oportunidades. Além da aparição da mesma no programa de TV, em 2017 uma startup chinesa chamada E Umbrella perdeu quase todos os seus 300 mil guarda-chuvas em uma semana de seu lançamento. Ao contrário da Rentbrella, a outra empresa não tinha quiosques para guardar os itens e não cobrava uma taxa dos usuários se eles não devolvessem os aluguéis.

A Rentbrella

Desde que a Rentbrella colocou suas primeiras máquinas em Nova York, em outubro, cerca de 98% dos clientes devolveram seus guarda-chuvas em 24 horas, de acordo com Marcos. A empresa tem atualmente 3.500 guarda-chuvas em 35 quiosques em Manhattan e Brooklyn com planos de chegar a 100 estações no início de 2022, disse o fundador. Embora a empresa ainda não tem patrocinadores em Nova York, ela planeja começar a vender espaço publicitário quando chegar a essas 100 estações - que estão atualmente concentradas principalmente em torres residenciais e de escritórios em Manhattan.

Expansão da marca

Esse já é um modelo que Marcos disse ter funcionado em São Paulo, onde a empresa tem quase 400 postos e está tendo lucro graças em grande parte aos anúncios de uma seguradora de saúde chamada Unimed. A Rentbrella diz que atualmente tem parcerias com empresas imobiliárias, incluindo WeWork, Braun Management, Moinian Group, Tishman Speyer, Beacon Capital, Chetrit Group, Meringoff Properties e Feldman Realty Group - e que planeja lançar isso em Londres no início de 2022, além de se expandir para outras cidades nos EUA e na Europa.

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