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Startup no vermelho? O que fazer para não decretar falência no seu negócio

Foto: Getty Images

Por Matheus Mans

Comandar uma startup é algo delicado. Até pode ser um negócio mais ágil e disruptivo, mas qualquer problema de caixa ou de administração pode ser fatal. É importante manter o controle rígido das finanças e ter certeza sobre os rumos que a startup está tomando e ficar de olho para saber se o fluxo de grana não está entrando no vemelho.

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“A maioria das startups que dão errado são por falta de planejamento e administração ruim”, afirma Rodrigo Lozano, professor de empreendedorismo e negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

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Como saber se a empresa está quebrando

Segundo os especialistas consultados pela reportagem, são vários os indicadores que mostram que uma empresa não vai bem. Primeiramente, é importante fazer contas básicas e analisar a situação de caixa — e ir além de contas de lucro e prejuízo. É preciso entender a rentabilidade do seu negócio para investidores e seus demais envolvidos.

Se a rentabilidade estiver muito abaixo de outras aplicações do mercado, como a sua startup vai decolar? “Seu negócio pode até estar dando lucro, mas Isso não é sinal que é saudável. Precisa entender se a rentabilidade fará seu negócio ir além”, afirma Ana Macedo, pesquisadora em administração de startups e negócios disruptivos. “Também é preciso compreender o momento da startup. Como seu caixa deveria estar naquele momento? Maior, menor?”.

O surgimento de dívidas não-planejadas também deve acionar o sinal vermelho. Falta de previsibilidade de caixa, mesmo numa startup, pode ser indicativo que seu negócio é difícil. Excesso de dívidas, principalmente para financiamento de capital de giro, também é preocupante. “Entrar numa dívida enorme, logo de cara, pode acabar com tudo”, diz Ana.

Por fim, o empreendedor precisa sentir algumas coisas. O estoque não está esvaziando? Os clientes estão insatisfeitos? Se as coisas estiverem esfriando nesse sentido, pode ser que sua estratégia não seja boa.

Ou seja: no geral, é tudo questão de feeling e cálculos. É preciso entender como o mercado reage à startup, assim como ela ao mercado. Bons números são importantes, mas não é tudo. “Muitas startups grandes, como Uber, ainda não têm números bons. Mas alguém diz que deu errado?”, questiona Hélio Furlan, analista de negócios.

O que fazer nessa situação?

Antes de tudo, é importante que o empreendedor não se desespere. Mantenha a calma e pense nos números: entenda probabilidades de mercado. Depois, coloque tudo no papel. Ter uma situação mais detalhada, além de facilitar o trabalho, amplia a visão.

“O empreendedor está afundado em dívidas e quer renegociar? Ótimo. Mas entenda, antes, se sua empresa consegue passar por isso. Encerre financiamentos de pessoas física, com taxas maiores. Entenda quanto sua empresa faturou, fatura e vai faturar”, afirma Furlan. “Os números falam. Só precisa ter alguém que os entenda e os interprete corretamente”.

Também é importante, nesse momento de colocar tudo no papel, entender quais são as prioridades do seu negócio. É melhor pagar uma dívida de pessoa física ou jurídica? Ou é melhor colocar dinheiro no caixa? “Não tem uma resposta única para todos os negócios. O que eu digo é: não faça nada de maneira precipitada. Pense e planeje muito bem”, diz Ana.

Por fim, trabalhe de maneira ativa. Procure novos clientes, converse com os atuais, mantenha o relacionamento aberto. “Não dá pra esperar os clientes irem embora, desistirem do negócio”, afirma Lozano, da PUC-RJ. “Precisa ir atrás, batalhar por cada negócio. Ame sua startup. E, acima de tudo, aceite ouvir críticas e trabalhar em cima. Isso resolve tudo”.

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