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Startup europeia quer entrar no mercado de naves espaciais reutilizáveis

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A startup Exploration Company está trabalhando em um veículo espacial reutilizável, que promete ter um sistema de reabastecimento em órbita. Fundada por ex-funcionários da Airbus, a Exploration Company poderá ser uma concorrente da SpaceX e da Boeing, que produziram as cápsulas Dragon e Starliner, respectivamente. Atualmente a Europa não participa do mercado de veículos espaciais reutilizáveis — e é essa a lacuna que a empresa quer preencher.

Hélène Huby, uma das fundadoras da empresa, observa que o ecossistema de exploração espacial deve sofrer mudanças importantes nos próximos 10 ou 15 anos. “Se você conseguir fazer acontecer, terá a enorme vantagem de ser uma das primeiras no mercado”, explicou. Por enquanto, a empresa já tem um investimento de cerca de US$ 11,6 milhões, e vem avançando rapidamente em seus projetos.

Representação do veículo Nyx, da Exploration Company (Imagem: Reprodução/The Exploration Company)
Representação do veículo Nyx, da Exploration Company (Imagem: Reprodução/The Exploration Company)

A Exploration Company pretende lançar a Bikini, uma versão de demonstração de seu veículo orbital, ainda neste ano. Depois, em 2024, a startup espera lançar seu primeiro protótipo funcional — até o momento, esta missão já está 80% reservada com cargas úteis de clientes. Contudo, estas são apenas reservas preliminares com memorandos de entendimento, de modo que os clientes ainda não pagaram depósitos. Os contratos devem ser assinados em outubro.

Já em 2026, a startup quer lançar seu voo inaugural do veículo Nyx, formado por módulo de serviço e cápsula reutilizável. Ele deverá carregar até 4 toneladas de cargas úteis para a órbita baixa da Terra em missões de até seis meses. Segundo Huby, a ideia é abastecer o módulo de serviços com propelente obtido a partir de recursos no espaço, produzido fora da Terra. Se tudo correr bem nos planos da empresa, o Nyx pode ser usado em missões à Lua, ser abastecido na superfície lunar e se acoplar à estação Gateway.

“Eu vejo claramente uma necessidade de mais competição para, basicamente, solidificar o modelo de negócios dessas estações privadas”, observou ela. “O que estamos fazendo é: de um lado, damos à Europa o acesso independente ao que será um grande campo de novas atividades", disse Huby. "De outro, damos aos Estados Unidos mais competição, que tornará os planos de negócios destas estações público-privadas mais confiável, algo de grande interesse da NASA”, finalizou.

Fonte: Canaltech

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