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Startup desenvolve o maior drone do mundo para enviar satélites à órbita

·3 min de leitura

Geralmente, lançamentos espaciais são feitos com foguetes realizando decolagens verticais espetaculares. Mas parece que a startup Aevum quer variar as maneiras como lançamentos são feitos à órbita terrestre: a empresa desenvolveu um drone chamado Ravn X, que funciona como um sistema de lançamento autônomo para pequenos satélites.

A Aevum tem objetivos semelhantes aos da Rocket Lab, SpaceX e outras: a empresa quer ampliar o acesso ao ambiente espacial com seu novo sistema de lançamento, que será capaz de levar cargas úteis para a órbita com bastante frequência. A companhia diz que o Ravn X é maior drone do mundo, capaz de decolar e pousar autonomamente em pistas de apenas 1,6 km de extensão, ou seja, sem a necessidade de plataformas de lançamento.

O drone tem 24 metros de comprimento, 5,5 metros de altura, asas que se estendem por 18 metros e é alimentado pelo mesmo combustível usado em aviões regulares. Além disso, o drone tem a vantagem de não ser afetado por fenômenos climáticos, de modo que pode ser lançado em praticamente qualquer condição. Por fim, 70% do veículo é reutilizável, e a empresa está em busca de formas de aumentar este número para quase 100% no futuro.

Para Jay Skylus, CEO da empresa, “a Aevum está reimaginando completamente o acesso ao espaço”. Para isso, assim que o Ravn X alcança a localização, velocidade e altitude certas, um foguete de dois estágios libera e lança sua carga útil de cerca de 100 kg para a órbita baixa da Terra. O método de lançamento é parecido com o do Stratolaunch, o maior avião do mundo que está em desenvolvimento pela Virgin Galactic, e que também irá lançar cargas úteis para o espaço quando estiver em ação.

A diferença do Ravn X está no fato de não precisar de pilotos a bordo para operá-lo, o que elimina riscos à vida humana. Com preocupações de segurança resolvidas, a Aevum declara que uma frota completa de veículos autônomos Ravn X será capaz de disparar uma carga útil para o espaço a cada 180 minutos. O CEO acredita que a questão não é mostrar que pequenos veículos podem levar cargas para a órbita, mas sim uma nova arquitetura: “o que estamos provando é agilidade, flexibilidade e eficiência operacional. Essa é uma arquitetura nova em folha, com um sistema novo que nunca foi feito”, diz.

Apesar de tudo isso ser muito recente, a empresa alega que já fechou contratos de lançamentos no valor de mais de U$ 1 bilhão e, entre os clientes, está a Força Espacial dos Estados Unidos, que contará com o Ravn X para lançar a missão ASLON-45, com o objetivo posicionar um conjunto de pequenos satélites na órbita baixa da Terra no ano que vem. Ryan Rose, chefe do Space and Missile Systems Center, está animado com os próximos passos: “estou animado para ver a inovação ousada e a capacidade de resposta em desenvolvimento hoje por nossos pequenos parceiros da indústria de lançamento para apoiar as necessidades emergentes militares”, comenta.

Fonte: Canaltech

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