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Startup com menos de 1 ano recebe investimento de R$ 44 milhões

FILIPE OLIVEIRA
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A startup 180° Seguros anunciou nesta quarta-feira (5) ter recebido investimento de R$ 44 milhões para desenvolver sistemas que auxiliam bancos, varejistas e empresas do mercado imobiliário a venderem mais seguros.

O valor chama a atenção por ser alto para uma empresa que, fundada no final de 2020, ainda não completou um ano de mercado. Além disso, o setor de seguros ainda está muito longe de atrair recursos em volume parecido com o das fintechs ou do varejo.

Segundo cálculos da empresa de inovação Distrito, entre janeiro e abril deste ano, as startups do segmento de seguros captaram apenas US$ 1,3 milhão (R$ 7 milhões) dos US$ 2,35 bilhões (R$ 12,8 bilhões) dedicados a startups por fundos de capital de risco. As empresas do segmento financeiro ficaram com US$ 731 milhões (R$ 4 bilhões).

O presidente da 180° Seguros, Mauro Levi D'Ancona, esteve por quatro anos no Nubank. Conta ter desenvolvido interesse por abrir uma empresa após liderar processos de captação de recursos para a startup e, depois, ser responsável pela área de investimentos.

A 180° Seguros faz a ponte entre seguradoras e companhias que atendem o cliente final. Seu objetivo é personalizar produtos e ajudar as companhias parceiras a vendê-los ao consumidor.

A ideia é que, ao comprar um apartamento, a companhia que está vendendo ofereça um seguro desenvolvido em parceria com a seguradora e a 180° Seguros, que fica com uma comissão a cada venda.

D'Ancona diz que com esse modelo de negócios é possível colocar o seguro à venda no momento em que o consumidor está mais propenso a comprá-lo. Com isso, é possível diminuir o custo com marketing necessário para atrair o cliente, um dos principais desafios para startups. "A penetração dos seguros no Brasil é baixa e ainda é difícil convencer o cliente a comprar", afirma.

O empresário diz que a companhia tem parceria com 17 seguradoras e desenvolve produtos para 20 empresas clientes. A startup ainda não informa detalhes sobre quais os produtos a serem distribuídos em parceria com ela.

D'Ancona diz acreditar que o segmento de seguros demorou mais do que o financeiro para ganhar destaque entre as startups porque as mudanças regulatórias que permitem inovação levaram mais tempo para chegar até ele. Porém o cenário está mudando e a Susep (Superintendência de Seguros Privados) tem tomado boas medidas, afirma.

Entre os fundos que apostaram na startup estão o brasileiro Canary e os estrangeiros Dragoneer e Rainfall. A companhia tem 25 funcionários e espera chegar ao final do ano com 50.

O modelo adotado pela 180° Seguros, que ganhou o nome de "embeded insurance", também é explorado pela seguradora digital 88i.

A diferença é que, em vez de funcionar como corretora fazendo a ponte entre a seguradora e a empresa que irá vender o produto, a companhia cria seus próprios seguros.

A startup é liderada por Fernando Moreira, que foi presidente do HSBC Seguros no Brasil e elenca entre seus clientes a Vá de Táxi e o PicPay.

A startup mira produtos como seguro de vida, proteção contra acidentes pessoais, falha na entrega de itens comprados online e quebra de aparelhos eletrônicos.