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Startup chilena aposta em crédito para imigrantes venezuelanos

Philip Sanders
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O plano de negócios de Ignacio Canals era uma loucura, todos lhe diziam. Em um país com um setor bancário extremamente cauteloso, ele emprestaria dinheiro a imigrantes, e apenas a imigrantes.

Menos de três anos depois, a empresa está prosperando em seu lucrativo nicho de fornecer crédito a venezuelanos excluídos do mercado de empréstimos convencional e busca entrar no Peru e Colômbia.

Mais de 5 milhões de pessoas deixaram a Venezuela nos últimos anos, enquanto o país mergulha no caos e na fome. Muitos dos meio milhão de venezuelanos que se estabeleceram no Chile possuem diplomas, mas não conseguem exercer a profissão ou mesmo conseguir dinheiro para um depósito para alugar um apartamento. É aí que entra a Migrante Sociedad Financiera.

A startup emprestou US$ 16 milhões a 7,3 mil pessoas desde que foi fundada no final de 2018. Sua carteira de empréstimos está crescendo atualmente em cerca de mil pessoas por mês, enquanto os atrasos nos pagamentos em um período de 90 dias são de apenas 1,4%. O indicador de empréstimos duvidosos do Banco Ripley correspondia a 5,6% no final do terceiro trimestre.

“As pessoas parecem se comportar melhor quando estão fora de seu país”, disse Diego Fleischmann, diretor executivo da Migrante Sociedad Financiera.

Grande parte desse dinheiro foi para a compra de motocicletas para entregadores ou carros para serviços de táxi, mas parte também serviu para ajudar pessoas enquanto validavam seus diplomas como médicos ou advogados.

Taxa de juros

Em muitos aspectos, a Migrante tem um mercado cativo porque os bancos chilenos não emprestam para pessoas sem residência permanente ou com pelo menos 12 meses de declaração de renda.

A empresa costuma cobrar taxas anuais de mais de 25%, o que é típico para empréstimos ao consumidor não garantidos no Chile. Embora Canals afirme que as taxas de juros da Migrante são competitivas e com menos comissões, há juros muito mais baratos em oferta para os chilenos.

Enrique Hurtado fez dois empréstimos com a Migrante, um como depósito de um apartamento e outro para comprar um terreno ao sul de Santiago.

“Simplesmente tornam as coisas muito mais fáceis e rápidas”, disse Hurtado. “Não exigem todos os papéis que os bancos chilenos exigem dos imigrantes.”

Todo empréstimo precisa do aval de um fiador, o que cria pressão na comunidade contra a inadimplência.

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©2021 Bloomberg L.P.