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Startup brasileira inova com ‘caixa de holograma’

Holobox adiciona efeitos tridimensionais a elementos físicos, como bonecos (Foto: Divulgação)

Por Matheus Mans

Tema frequente de filmes de ficção científica, a holografia parece uma tecnologia distante da realidade da maioria das pessoas. Se depender do mineiro Bruno Zanetti Westin, de Poços de Caldas, isso vai mudar. Por meio de sua startup Holobox, o empreendedor comercializa uma caixa que coloca efeitos holográficos em colecionáveis.

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Personagens como Goku, de 'Dragon Ball Z', Elsa, de 'Frozen', e R2-D2, de 'Star Wars', ganham vida com efeitos digitais, pré-produzidos pela startup. Basta colocar esses colecionáveis, fabricados por marcas como Iron Studios e Funko, na máquina criada por Bruno e a magia está feita.

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A ideia é que, ao invés de deixar os itens na prateleira de casa, colecionadores possam dar vida e um gracejo a mais aos colecionáveis.

O projeto

Toda a ideia da caixa holográfica para colecionáveis veio da cabeça de Bruno. Desde 2011, ele trabalha misturando design e tecnologia em seu escritório próprio, a ZW Design.

“Em 2014, propus para uma marca de relógios nacionais fazer uma vitrine com um projetor de holograma, onde colocaríamos o relógio de verdade dentro do projetor e criaríamos efeitos de holograma ao redor dele”, explica Bruno. “As primeiras reações foram positivas. No entanto, a marca acabou cancelando o contrato por conta de uma crise financeira”.

A partir daí, Bruno teve a ideia de adaptar a tal vitrine do relógio para um item de colecionador. Foi a gestação da Holobox, que tenta abocanhar um pedaço do mercado de mais de US$ 5 bilhões anuais de colecionáveis ao redor do mundo. “Já vendemos para 19 países”, revela Bruno Westin.

Explorando o mercado

Apesar da ideia original e do tamanho do mercado, o caminho ainda é tortuoso para a Holobox. Logo no começo da jornada da startup, Bruno enfrentou desafios na entrega do produto, que chegava quebrado ao consumidor final.

“Ainda temos um problema de custo de produção, escala e logística de distribuição. O Brasil tem um custo muito alto para fabricar as peças estruturais de qualidade e os eletrônicos vêm da China", explica.

Segundo o empreendedor, a ideia é começar a produção da Holobox na China ainda no primeiro trimestre deste ano. Deve reduzir o valor final do produto, hoje em R$ 4 mil.

A Holobox também tem desenvolvido produtos para empresas — como a ideia original, da vitrine para o relógio. “Desenvolvemos hardware e conteúdo em holograma personalizado pra clientes que querem soluções para feiras, eventos ou palestras em holograma”, finaliza.

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