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Startup Bee Touch quer se antecipar aos problemas de saúde mental

·4 min de leitura
Young depressed male character sitting on the floor and holding their knees, a cartoon scribble above their head, mental health issues
Young depressed male character sitting on the floor and holding their knees, a cartoon scribble above their head, mental health issues

Assunto antes ignorado ou pouco conversado, a saúde mental se tornou tema essencial no dia a dia — ainda mais depois da pandemia do novo coronavírus, quando questões como depressão e ansiedade se multiplicaram ao redor do mundo. Com isso, cada vez mais, a psicologia passou a integrar o ambiente digital, fazendo com que diagnósticos, consultas e resultados tenham espaço no mundo online. É de olho nisso que surge a startup Bee Touch.

Fundada pelas psicólogas Ana Carolina Peuker e Sibele Faller e pelo cientista da computação Felipe Scuciatto, a startup tem apostado em um recurso cada vez mais procurado por empresas: a antecipação aos problemas, doenças e questões que podem surgir com funcionários. Esse é um movimento que já tem crescido no mercado já tradicional, com empresas como HealthBit e Pipo. É a análise de dados a favor da saúde.

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Aqui, no caso da Bee Touch, dados em uma plataforma são usados para que o sistema de inteligência artificial e análise de informações faça com que as empresas entendam possíveis riscos de questões psicológicas e sociais dos colaboradores. Ou seja: a partir das informações obtidas na plataforma da Bee Touch, psicólogos podem trabalhar em conjunto com RHs para evitar doenças como ansiedade e depressão entre o quadro de funcionários.

“A Bee Touch [atua] na mensuração de riscos psicossociais”, conta Ana Carolina Peuker. “Com nossa ferramenta, geramos mapeamentos digitais de saúde mental, análises preditivas e rastreabilidade do risco de saúde mental em grandes corporações. Neste ano, expandimos para [a Europa]. Há crescente interesse, catalisado pela pandemia e pela agenda da saúde mental, imprescindível também para a sustentabilidade dos negócios”.

Com essa ideia, a Bee Touch conquistou alguns bons números. Em 2020, mesmo com a pandemia, a empresa cresceu quase 70% e planeja triplicar seu faturamento em 2021. E já atende mais de 15 clientes, como Caixa dos Advogados da OAB de São Paulo, a maior seccional do país, com 280 mil operadores do Direito inscritos; a petroquímica BRASKEM, no Rio Grande Sul; e multinacionais da área de finanças, metalurgia e do setor automotivo.

Digitalização da psicologia

Além desse serviço prestado à empresas convencionais, a Bee Touch também trabalha próxima de psicólogos. A mesma base tecnológica que serve para antecipar e reduzir questões de saúde mental de funcionários também opera como apoio ao profissional. Por meio da AVAX Psi, primeira plataforma digital de avaliação psicológica do Brasil, há maior facilidade no diagnóstico de pacientes com inteligência artificial e análise precisa de dados.

Assim, a mesma plataforma pode ser contratada por RHs ou por psicólogos convencionais. A startup, enquanto isso, ganha ao licenciar o uso do software — o chamado SaaS.

Os fundadores da Bee Touch
Os fundadores da Bee Touch

“O psicólogo pode integrar resultados de testes psicológicos com os dados coletados através dos protocolos de entrevista contidos na plataforma. O sistema emite alertas inteligentes de aspectos relevantes para o diagnóstico psicológico”, diz Ana Peuker, CEO e fundadora da startup de saúde mental. “Também automatizamos a emissão de documentos (laudo, parecer, atestado) geralmente elaborados de forma ‘manual’ pelos psicólogos”.

Novo momento da saúde mental

Ana conta que, no âmbito corporativo, a relação com empresas sempre começava pela área de saúde e segurança ocupacional, que já deixava no radar a ideia de “risco” físicos, químicos e biológicos dos funcionários. “Os psicológicos nem sempre são rastreados e geridos”, conta a executiva da Bee Touch. A empresa sempre trabalhava para demonstrar que riscos psicológicos "invisíveis" devem ser mapeados e avaliados de forma sistemática.

“[Essas questões psicológicas] impactam negativamente no negócio com aumento da sinistralidade, perda de produtividade, maiores taxas de afastamento, acidentes, aposentadoria precoce e na qualidade de vida dos trabalhadores. Isso nem sempre era compreendido ou priorizado”, conta. “Isso mudou com a pandemia. Com todos os impactos da COVID-19, ficou impossível negligenciar a necessidade de gerir os riscos psicossociais”.

Com isso, a fundadora da Bee Touch vê um futuro positivo para a startup. “A empresa começou sua internacionalização”, afirma a executiva. “Um dos maiores objetivos é escalar a utilização da AVAX Psi entre os psicólogos e no âmbito corporativo, sendo reconhecida como a principal ferramenta de inteligência de dados de saúde mental do país. Desejamos ampliar cada vez mais nossa atuação em outros países. Afinal, nossa solução é pioneira”.

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