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Stanford investiga contatos com chinês criador de bebês editados

Kristen V. Brown
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Stanford investiga contatos com chinês criador de bebês editados

(Bloomberg) -- A Universidade de Stanford está investigando o envolvimento de membros do corpo docente da instituição com o cientista chinês condenado internacionalmente por criar os primeiros bebês editados geneticamente do mundo.Desde a alegação de He Jiankui, em novembro, de que duas garotas gêmeas haviam nascido com DNA alterado para torná-las resistentes ao HIV, vários membros do corpo docente de Stanford disseram que o pesquisador chinês conversou com eles sobre a possibilidade de modificar embriões humanos geneticamente e implantá-los em mulheres.O trabalho do pesquisador chinês, que usou a tecnologia de edição genética Crispr para modificar o DNA dos embriões, provocou um debate dentro da comunidade científica sobre os limites da engenharia genética. Uma investigação do governo chinês apontou, no mês passado, que ele violou leis, e sinalizou que ele pode enfrentar uma investigação criminal.“Nós sempre analisamos os problemas envolvendo Stanford que chegam ao nosso conhecimento e há uma revisão em andamento das circunstâncias em torno das interações do doutor He com pesquisadores da universidade”, disse o porta-voz da Universidade de Stanford, E.J. Miranda, por e-mail.He realizou uma pesquisa de pós-doutorado em Stanford. Seu ex-assessor, Stephen Quake, disse que esteve em contato com He recentemente, assim como o bioeticista William Hurlbut e Matthew Porteus, um pioneiro no campo da edição de genes. Hurlbut e Porteus disseram que desencorajaram o experimento e sinalizaram sua reprovação.A Universidade de Stanford preferiu não informar detalhes específicos de sua investigação. Hurlbut encaminhou as perguntas a respeito da análise ao escritório de relações públicas da instituição e Porteus e Quake não puderam ser localizados imediatamente para comentar o assunto.A relação de pelo menos mais um pesquisador americano com He virou alvo de análise. Michael Deem, que aparece como autor de vários trabalhos com He e foi conselheiro de He, é investigado pela Universidade Rice, em Houston.No mês passado, uma investigação do governo chinês determinou que He editou os genes de duas meninas que nasceram e outra gravidez resultante do trabalho de He também está em andamento. O trabalho dele não foi confirmado por cientistas independentes, nem passou por revisão de pares.As atividades de emprego e pesquisa do cientista foram encerradas pela Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China após a investigação chinesa.A análise da Universidade de Stanford foi noticiada primeiro pela Associated Press.Repórter da matéria original: Kristen V. Brown em São Francisco, kbrown340@bloomberg.netPara entrar em contato com os editores responsáveis: K. Oanh Ha, oha3@bloomberg.net, ;Drew Armstrong, darmstrong17@bloomberg.net, Jeff SutherlandFor more articles like this, please visit us at bloomberg.com©2019 Bloomberg L.P.

(Bloomberg) -- A Universidade de Stanford está investigando o envolvimento de membros do corpo docente da instituição com o cientista chinês condenado internacionalmente por criar os primeiros bebês editados geneticamente do mundo.

Desde a alegação de He Jiankui, em novembro, de que duas garotas gêmeas haviam nascido com DNA alterado para torná-las resistentes ao HIV, vários membros do corpo docente de Stanford disseram que o pesquisador chinês conversou com eles sobre a possibilidade de modificar embriões humanos geneticamente e implantá-los em mulheres.

O trabalho do pesquisador chinês, que usou a tecnologia de edição genética Crispr para modificar o DNA dos embriões, provocou um debate dentro da comunidade científica sobre os limites da engenharia genética. Uma investigação do governo chinês apontou, no mês passado, que ele violou leis, e sinalizou que ele pode enfrentar uma investigação criminal.

“Nós sempre analisamos os problemas envolvendo Stanford que chegam ao nosso conhecimento e há uma revisão em andamento das circunstâncias em torno das interações do doutor He com pesquisadores da universidade”, disse o porta-voz da Universidade de Stanford, E.J. Miranda, por e-mail.

He realizou uma pesquisa de pós-doutorado em Stanford. Seu ex-assessor, Stephen Quake, disse que esteve em contato com He recentemente, assim como o bioeticista William Hurlbut e Matthew Porteus, um pioneiro no campo da edição de genes. Hurlbut e Porteus disseram que desencorajaram o experimento e sinalizaram sua reprovação.

A Universidade de Stanford preferiu não informar detalhes específicos de sua investigação. Hurlbut encaminhou as perguntas a respeito da análise ao escritório de relações públicas da instituição e Porteus e Quake não puderam ser localizados imediatamente para comentar o assunto.

A relação de pelo menos mais um pesquisador americano com He virou alvo de análise. Michael Deem, que aparece como autor de vários trabalhos com He e foi conselheiro de He, é investigado pela Universidade Rice, em Houston.

No mês passado, uma investigação do governo chinês determinou que He editou os genes de duas meninas que nasceram e outra gravidez resultante do trabalho de He também está em andamento. O trabalho dele não foi confirmado por cientistas independentes, nem passou por revisão de pares.

As atividades de emprego e pesquisa do cientista foram encerradas pela Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China após a investigação chinesa.

A análise da Universidade de Stanford foi noticiada primeiro pela Associated Press.

Repórter da matéria original: Kristen V. Brown em São Francisco, kbrown340@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis: K. Oanh Ha, oha3@bloomberg.net, ;Drew Armstrong, darmstrong17@bloomberg.net, Jeff Sutherland

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