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Spyware israelense foi usado para hackear celulares de jornalistas, governantes e ativistas

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Spyware israelense foi usado para hackear celulares de jornalistas, governantes e ativistas
Spyware israelense foi usado para hackear celulares de jornalistas, governantes e ativistas

Segundo uma investigação envolvendo 17 organizações de mídia, um spyware de uma empresa de Israel foi usado para hackear celulares de jornalistas, oficiais de governos e ativistas de direitos humanos de vários países.

De acordo com o Guardian, um dos meios de comunicação envolvidos na investigação, o software de hacking da empresa israelense NSO foi usado maliciosamente de maneira “ampla e contínua”. Segundo a investigação, o spyware Pegasus da NSO infecta smartphones para extrair mensagens, fotos e e-mails, gravar ligações e ativar microfones sem o conhecimento dos usuários.

O spyware da empresa de Israel também teria sido usado para hackear celulares de duas mulheres que tinham contato próximo com Jamal Khashoggi, o colunista do Washington Post assassinado na embaixada da Arábia Saudita na Turquia em 2018. O Post também estava envolvido na investigação da NSO, liderada pela ONG de jornalismo de Paris Forbidden Stories.

Mas a NSO afirma que suas ferramentas de hacking só são usadas por agências de inteligência e autoridades governamentais para investigar ameaças terroristas e outros crimes. “O relatório do Forbidden Stories está cheio de suposições erradas e teorias sem corroboração que levantam sérias dúvidas sobre a confiabilidade e interesses das fontes. Aparentemente, essas ‘fontes não identificadas’ forneceram informações que não têm base factual e estão longe de ser realidade”, a NSO escreveu em uma declaração. “Depois de checar as alegações, negamos firmemente as acusações feitas no relatório.”

Pelos números do relatório, mais de 1.000 pessoas tiveram seus celulares hackeados pelo spyware israelense em 50 países. Os hackeados são membros da família real árabe, pelo menos 65 executivos, 85 ativistas de direitos humanos, 189 jornalistas e mais de 600 políticos e funcionários do governo, inclusive chefes de estado e primeiros-ministros. Os jornalistas hackeados pertenciam a meios de comunicação como Financial Times, CNN, New York Times, The Economist, Associated Press e Reuters.

Em dezembro de 2020, Facebook, Microsoft e Google entraram com uma ação na justiça dos EUA contra a NSO por hackear 1400 celulares pelo WhatsApp.

Via Reuters

Imagem: Sitthiphong/iStock

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