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Spravato: spray nasal pode ser alternativa para casos de depressão

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Para tratar casos de pacientes com depressão resistente ou de ideação suicida, o Brasil começa a contar com um medicamento que é aplicado em forma de spray, o cloridrato de escetamina intranasal — comercialmente conhecido como Spravato. A fórmula foi desenvolvida pela Janssen, o braço farmacêutico da Johnson & Johnson.

O spray nasal de escetamina é o primeiro de sua classe de medicamentos para depressão a receber aprovação regulatória da agência Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Avnvisa), no Brasil.

Desenvolvido pela Janssen, spray nasal pode ser alternativa para alguns casos de depressão (Imagem: Astrakanimages/Envato Elements)
Desenvolvido pela Janssen, spray nasal pode ser alternativa para alguns casos de depressão (Imagem: Astrakanimages/Envato Elements)

Para entender sobre o funcionamento do spray nasal Spravato e o desafio de enfrentar a depressão, o Canaltech participou, na terça-feira (14), do evento “Urgência da saúde mental: um outro olhar sobre a depressão”, organizado pela Janssen.

Como funciona o medicamento contra a depressão?

De forma geral, o tratamento para a depressão é feito a partir de antidepressivos orais (comprimidos) diários. Estes compostos atuam nos sistemas chamados de monoaminérgicos, através das vias da serotonina, dopamina e norepinefrina. Além da medicação, o paciente deve realizar sessões de psicoterapia e adotar mudanças no estilo de vida.

“Hoje, temos dezenas de antidepressivos diferentes. Todos eles têm basicamente o mesmo mecanismo de ação", explica Humberto Corrêa, professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (Ufmg). Inclusive, o médico esteve envolvido nos testes do Spravato em voluntários brasileiros.

De acordo com Corrêa, "essas drogas vão agir no sistema monoaminérgico. O objetivo é aumentar a disponibilidade de noradrenalina e serotonina no cérebro dos nossos pacientes". O psiquiatra reforça que as medicações disponíveis são úteis e trazem muitos benefícios, mas não resolvem todos os quadros de depressão. São os casos de pacientes com depressão resistente ou de ideação suicida.

Açõs no sistema glutamatérgico

“A grande revolução é que a nova molécula [do spray nasal] tem um mecanismo de ação diferente, que não passa diretamente pelas monoaminas. Esta molécula vai agir no sistema glutamatérgico", afirma o médico Corrêa. Entre seus benefícios, promove a liberação de glutamato, que atua como neurotransmissor excitatório. Também ajuda a restaurar as conexões sinápticas em células cerebrais.

Outro benefício é a ação mais rápida no tratamento da depressão que as fórmulas convencionais. "Além de ter um início de ação mais rápido do que outros medicamentos disponíveis, o Spravato também tem o regime de dosagem menos frequente e a administração intranasal facilita a aplicação, por se tratar de uma via não invasiva", complementa o psiquiatra.

Quem pode e onde deve ser usado o spray Spravato?

No momento, a Anvisa autoriza o uso do spray nasal Spravato para o tratamento de apenas dois quadros de depressão. A seguir, confira quais são:

  • Pacientes adultos com depressão resistente ao tratamento (DRT);

  • Pacientes Transtorno Depressivo Maior (TDM) com comportamento ou ideação suicida aguda.

Para assegurar o uso correto da medicação, a escetamina é exclusivamente administrada em hospitais ou clínicas autorizadas, sob supervisão de um profissional de saúde. Além disso, o remédio deve sempre ser usado em conjunto com a terapia padrão.

Efeitos colaterais

Nos ensaios clínicos, apresentados para a avaliação da Anvisa os efeitos colaterais mais comuns da medicação foram:

  • Dissociação;

  • Tontura;

  • Náusea;

  • Sedação;

  • Sensação de rotação;

  • Sensação reduzida de tato;

  • Ansiedade;

  • Falta de energia;

  • Aumento da pressão arterial;

  • Vômitos.

Depressão em números no Brasil

No Brasil, aproximadamente 11% da população está deprimida, de acordo com a Pesquisa Vigitel 2021, divulgada pelo Ministério da Saúde. Este estado mental, caso não seja modificado, pode ser um dos indicadores para futuros quadros de depressão a longo prazo.

Entre os brasileiros, mais de 11 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos e o suicídio pode ser encarado, dependendo do quadro do paciente, com a última complicação da depressão. No levantamento feito pela Saúde entre 2011 e 2016, 79% destas vítimas eram homens e 21% foram mulheres.

Fonte: Canaltech

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