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Spotify ganha suporte a audiolivros, mas você precisará pagar a mais por eles

O Spotify adicionou audiolivros à plataforma de streaming nesta terça-feira (20), inicialmente para usuários nos Estados Unidos. Os ouvintes precisam pagar individualmente por título e terão à sua disposição uma biblioteca de 300 mil títulos de grandes e pequenas editoras. Para isso, o aplicativo criou uma área específica para abrigar essa nova modalidade e usará a busca para facilitar na localização dos conteúdos.

Como eles serão comercializados à parte, os audiolivros terão um ícone de cadeado ao lado deles. O conteúdo obviamente só será liberado após o usuário concluir a compra, podendo assim ouvir quantas vezes desejar e até baixá-lo para escutar offline.

Os preços serão definidos pelas editoras e não há interferência do Spotify no comércio. A plataforma deve levar um percentual pela venda, é claro, mas não processará as transações nem lançará (ao menos por enquanto) nenhum plano específico para quem deseja consumir os livros narrados em áudio.

As histórias narradas terão um modo de visualização gratuita, com uma pequena amostra do conteúdo, que redirecionará o usuário para efetuar a compra fora do app do Spotify. Não importa se você tem uma assinatura premium ou se escuta pelo plano gratuito: todos terão que comprar os audiobooks, sem qualquer tipo de desconto ou privilégio.

Livros de áudio são novidade no Spotify

A mudança expande ainda mais o potencial de uso do Spotify, que hoje é marcado pelas músicas online e pelos podcasts. Os livros narrados em áudio estão se tornando bem popular mundo à fora, embora ainda engatinhem no mercado brasileiro. As próprias editoras são bastante relutantes em transformar páginas e mais páginas de texto em leituras audíveis.

Nos Estados Unidos, a receita de audiolivros cresceu 25% em 2021, totalizando US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 8,2 bilhões), conforme dados da Audio Publishers Association. Somente no ano passado, quase 74 mil novos títulos foram publicados nos EUA, quase 10 vezes mais do que em 2011.

O Spotify tem cerca de 433 milhões de ouvintes no mundo inteiro, sendo o serviço mais popular do seu segmento. Em meados de agosto, o aplicativo passou a liberar a assinatura Premium grátis por mais tempo. Se conseguir fazer o ramo de audiolivros crescer, seria possível gerar uma nova fonte de receita, além de ajudar a disseminar a cultura educacional.

Essa é a primeira vez que o streaming terá conteúdos restritos desde a sua popularização. As assinaturas premium servem apenas para eliminar os anúncios e trazer algumas vantagens, mas nunca foram empecilhos para o consumo da biblioteca do serviço. Resta saber como será o comportamento dos norte-americanos diante da iniciativa, que pode ser expandida para outras regiões ou morrer por lá mesmo.

Fonte: Canaltech

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