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Spillover: pesquisadores usam máscaras para proteger morcegos do coronavírus

·2 minuto de leitura

Desde que a pandemia da COVID-19 começou, muito se fala sobre a possibilidade de o vírus ter sido transmitido de morcegos a humanos. Agora, com a evolução do coronavírus e suas novas variantes, parece que o jogo virou: a preocupação dos cientistas é em relação à transmissão do SARS-CoV-2 de humanos para morcegos.

Cientistas especializados em morcegos dizem que há o risco de acontecer um fenômeno chamado "spillover", traduzido literalmente como transbordamento, e que consiste na transmissão de um vírus de um humano de volta a um animal. Para evitar que isso aconteça, pesquisadores de Maryland, dos Estados Unidos, estão empenhados em conduzir seus estudos com os bichos usando os equipamentos de proteção necessários.

<em>Imagem: Reprodução/Jose Miguel Guardeño/Pixabay </em>
Imagem: Reprodução/Jose Miguel Guardeño/Pixabay

Kristina Smucker, responsável pelas autorizações de pesquisa aos cientistas em centro de estudos dos Estados Unidos, conta que os morcegos estão sendo tratados da mesma forma que os humanos durante o manuseio. "Vamos usar equipamento de proteção individual para manter os morcegos seguros. Isso significa usar máscaras N95 (PFF2 no Brasil), luvas, medir as temperaturas e não trabalhar se estiver com sintomas ou com teste positivo", explica.

Em um estudo publicado no fim do ano passado, cientistas da Universidade de Wisconsin e da Louisiana descobriram que o morcego marrom, um dos mais comuns dos Estados Unidos, é resistente à infeção pelo coronavírus. Porém, segundo outra pesquisa realizada na Alemanha, os morcegos da espécie Rousettus aegyptiacus, que são mais comuns no Norte da África e na Europa, são os mais vulneráveis à contaminação.

E em um estudo mais atual, publicado em maio, os cientistas descobriram que somente dois a cada mil morcegos podem ser infectados por humanos sem nenhuma medida de proteção. O número é pequeno, mas suficiente para que os pesquisadores queiram evitar isso. Um dos autores da pesquisa, Evan Grant, conta que há a preocupação do efeito que o coronavírus possa ter nas espécies de morcegos que vivem na América do Norte, e que as medidas de proteção podem ajudar não só a manter a saúde dos morcegos, como também a dos humanos.

<em>Imagem: Reprodução/Simon Berstecher/Pixabay </em>
Imagem: Reprodução/Simon Berstecher/Pixabay

A pesquisa mostra ainda dados sobre a possibilidade de contaminação de morcegos por humanos em diferentes cenários. Se o cientista testar negativo para a COVID-19 três dias antes de conduzir os estudos, as chances de infectar um animal é reduzida em 66%. Se ele usar um respirador PFF2, as chances caem em 95%, com o uso de máscaras cirúrgicas em 89%, em 54% com máscaras de tecidos e em 23% com face shields.

Você pode conferir o estudo neste link.

Fonte: Canaltech

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