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Need for Speed Heat é o primeiro jogo da EA com suporte cross-play

Rafael Arbulu

O primeiro título da publisher americana Electronic Arts (EA) a oferecer suporte ao cross-play, ou seja, a permitir que usuários de uma plataforma disputam partidas contra os de outra, é Need for Speed Heat. Originalmente lançado em novembro de 2019 para PlayStation 4, Xbox One e PC, o jogo ganhou uma atualização que inaugura a capacidade de integrar consoles e computadores na mesma partida.

Com este update, temos uma nova aba dentro do jogo, intitulada “EA Friends”, na qual estarão listados os seus amigos que são proprietários de uma cópia do jogo, independente da plataforma. Esse mesmo menu exibe amigos online em tempo real, ajustando-se para refletir quem entra e quem sai.

Usando um comando específico, será possível convidar as pessoas para disputar uma corrida. Outros benefícios da atualização são uma série de ajustes de bugs variados.

Vale ressaltar que essa atualização será a última de Need for Speed Heat, já que os estúdios Criterion Games, que reassumiram o controle da franquia há pouco tempo, já confirmaram que a próxima entrada do game de corridas de rua está em produção.

De acordo com Matt Webster, gerente geral da Criterion, o próximo jogo da série “trará o ponto de vista único do estúdio, sensação incomparável de jogo e inovações de alta qualidade”. Ele também confirmou que este Need for Speed será baseado no feedback recebido pela comunidade sobre os erros e acertos de Heat.

Need for Speed Heat é o último jogo da franquia a ser desenvolvido pelos estúdios Ghost Games, cujo comando da série de corrida coleta mais erros do que acertos. A recepção do jogo foi mista, com diversos analistas ressaltando os aspectos radicais do jogo, mas sem deixar de mencionar quedas de taxa de quadros e quebra de visual durante os momentos de maior velocidade da partida.

Esse ponto negativo para o visual também foi refletido em nossa análise do jogo, publicada em 20 de novembro de 2019: “Os efeitos de iluminação chamam a atenção aqui, mas também algumas das falhas gráficas, como os pop-ins de objetos ou as texturas que demoram a carregar nas velocidades mais altas sempre presentes em um jogo de corrida. São elementos feios e que depõem contra o conjunto visual, mas que, felizmente, não atrapalham na jogabilidade, o ponto central de qualquer título desse gênero”, publicamos.

E aí, a adição do recurso cross-play muda muita coisa para você?

Fonte: Canaltech