Mercado fechado

SPACs vão às compras sob pressão de prazo para fazer aquisições

(Bloomberg) -- As empresas de cheque em branco dos EUA, que correm o risco de fechar se não concluírem aquisições, saíram às compras este mês, abocanhando uma startup aérea que oferecerá voos apenas para membros, uma de realidade aumentada e uma outra chamada Two Bit Circus.

Pelo menos 16 negócios de empresas de propósito específico para aquisições foram anunciados até agora em maio, o maior número desde dezembro, diminuindo um pouco uma carteira de quase 600 SPACs que precisam de algo para comprar.

Quase metade das empresas adquiridas não deve ter lucro este ano, de acordo com as apresentações dos negócios, o que pode prejudicar as perspectivas de um setor que tem tido um dos piores desempenhos do mercado.

Os acordos têm um valor patrimonial total de US$ 15 bilhões, com a operadora de microparques de diversão Two Bit Circus e a provedora de plataformas de realidade aumentada e virtual zSpace entre as menores, com valor de menos de US$ 200 milhões cada.

Embora os acordos possam ser tomados como um sinal de que os SPACs estão recuperando o atraso, ainda restam US$ 160 bilhões em SPACs a procura de aquisições, segundo dados da SPAC Research. As compras de empresas sem perspectiva de lucros também podem alimentar preocupações de que os SPACs comprarão candidatos aquém do ideal só para não fecharem.

Os SPACs são chamados de cheques em branco porque arrecadam dinheiro por meio de uma oferta pública inicial com o objetivo de comprar um negócio de capital fechado que será identificado posteriormente. Eles têm um tempo limitado para concluir um acordo, geralmente cerca de dois anos. Se não o fizerem, o SPAC tem que devolver o dinheiro aos acionistas, seus gerentes podem perder o emprego e os investidores podem perder dinheiro.

As empresas que abriram capital por meio de fusão com um SPAC, principalmente aquelas sem modelos de negócios comprovados ou que estão a anos de gerar lucro têm tido desempenho ruim no mercado. O índice De-SPAC, que acompanha 25 empresas que concluíram esses negócios, caiu 52% este ano.

O mal-estar no setor levou pelo menos 18 investidores a desistirem de lançar novos SPACs este mês. Dois SPACs que já eram negociados em bolsa anunciaram que fecharão e devolverão dinheiro aos acionistas depois de não conseguirem encontrar um negócio para comprar.

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