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SpaceX lança 88 satélites "de carona" em seu 2º lançamento compartilhado

·3 minuto de leitura

No início do ano, a SpaceX lançou a missão Transporter-1, que levou à órbita mais de 140 satélites “de carona” de uma só vez. Já nesta quarta-feira (30), a empresa lançou a missão Transporter-2, que levou 88 satélites para o espaço em um novo lançamento compartilhado — deste total, 85 eram de outros clientes, divididos entre comerciais e governamentais, e os três restantes eram satélites Starlink. O lançamento foi feito com um foguete Falcon 9 já veterano, cujo booster fez o primeiro pouso em solo neste ano.

A missão deveria ter sido lançada na última sexta-feira (25), mas acabou adiada devido à necessidade de algumas checagens e por um avião ter entrado na zona de segurança do lançamento. Felizmente, tudo correu bem e o foguete Falcon 9 decolou da base de Cabo Canaveral, na Flórida. O dia estava nublado e as nuvens ofereceram um ótimo efeito acústico para o lançamento. Enquanto seguia para a órbita, o estágio quebrou a barreira do som e causou uma explosão sônica que, auxiliada pelo tempo quente e úmido, viajou rapidamente.

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Após deixar a base, o primeiro estágio do foguete retornou para pousar na base LZ-1, a alguns quilômetros do local do lançamento. Esta foi a 89º recuperação de propulsores da SpaceX, e foi também o primeiro pouso feito em terra firme neste ano — nos lançamentos, anteriores, os boosters utilizados retornaram para pousar nas embarcações "Of Course I Still Love You" e "Just Read The Instructions", que estavam no oceano. O propulsor B1060, usado neste lançamento, completou hoje seu oitavo voo.

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Enquanto isso, o foguete seguiu como um “táxi espacial”, levando os 88 satélites para o espaço rumo a uma órbita polar, para passarem pelos polos da Terra. A SpaceX já confirmou a liberação das cargas úteis dos clientes e dos Starlink, que se juntam agora a quase 1.700 outros satélites da megaconstelação de internet de alta velocidade. Esta foi a segunda missão do programa de lançamentos compartilhados, criado pela empresa em 2019. A ideia é dividir o lançamento entre várias cargas úteis para reduzir os custos e, assim, permitir que satélites menores sejam lançados "de carona".

Entre os satélites lançados hoje, estavam dois da General Atomics, que vão melhorar as operações de satélites no espaço ao tentar se comunicar entre si. Já os outros "passageiros" eram um grupo dos pequenos satélites Space Bees, lançados para demonstrar a comunicação entre satélites de baixo custo e baixa taxa de transmissão de satélites. Por fim, a empresa Nanoracks enviou a constelação Lemur, que vai contribuir para observações da Terra e monitoramento de tráfego.

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Esta missão teve uma trajetória de lançamento um pouco diferente das demais: após deixar a base, o foguete seguiu pelo litoral leste da Flórida, seguindo para o oceano Atlântico, para levar as cargas úteis à órbita polar. Geralmente, os lançamentos acontecem no litoral oeste para evitar áreas populosas, mas a SpaceX foi autorizada a seguir o caminho da órbita polar por conta do foguete Falcon 9, que tem um sistema de autodestruição caso algo dê errado durante o voo. Atualmente, somente o Falcon 9 e o Falcon Heavy têm tal tecnologia, e a Força Espacial dos Estados Unidos já solicitou que todos os futuros veículos de lançamentos tenham sistemas do tipo a partir de 2023.

Fonte: Canaltech

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