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SP vai distribuir produtos de higiene menstrual a alunas da rede estadual

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO — O governo de São Paulo anunciou que irá distribuir absorventes e outros produtos de higiene menstrual para alunas de toda a rede estadual. Por meio do Programa Dignidade Íntima, a Secretaria de Educação vai investir mais de R$ 30 milhões para evitar que estudantes em situação de vulnerabilidade econômica e social deixem de ir à aula pela falta de acesso a itens básicos.

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No Brasil, mais de 4 milhões de estudantes não têm acesso a produtos mínimos de cuidados menstruais nas escolas, segundo o relatório "Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violações de direitos", lançado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no mês passado.

O problema da chamada “pobreza menstrual”, porém, não é realidade só aqui. De acordo com estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), uma entre dez meninas no mundo tem a vida escolar impactada pela falta de acesso a itens como absorventes, tampões íntimos e coletores menstruais.

A falta de produtos de higiene leva muitas estudantes a recorrerem a formas inadequadas de gerenciar o período menstrual. O “improviso” inclui, por exemplo, a substituição do absorvente por folhas de jornal, panos velhos e até miolo de pão — todos métodos que podem aumentar os riscos de infecção.

Na pandemia, o crescimento da pobreza menstrual já levou à criação de projetos para distribuição de kits de higiene menstrual. Ainda em janeiro, o Distrito Federal aprovou uma lei para entregar absorventes a mulheres e adolescentes de baixa renda por meio de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e escolas da rede pública de ensino. O Maranhão seguiu o exemplo e, no mês passado, anunciou que também irá distribuir itens para estudantes da rede pública estadual.

No caso de São Paulo, o Programa Dignidade Íntima foi inspirado em iniciativas que aconteciam de forma isolada em algumas escolas da rede, segundo o Secretário de Educação, Rossieli Soares.

— Nós temos escolas que já fazem a distribuição de absorventes para alunas. Algumas juntavam dinheiro para comprar, outras utilizavam o dinheiro do próprio Programa Dinheiro Direto na Escola. Nós conseguimos desenhar o programa a partir de experiências reais que já enfrentavam esse problema - diz Rossieli.

Além da verba de mais de R$30 milhões, a Secretaria de Educação vai treinar todos os funcionários para atender à demanda das estudantes. De acordo com Rossieli Soares, a ideia é que as meninas possam pedir os itens para qualquer pessoa da escola.

— O tema tem que ser tratado de forma cuidadosa, para não deixar a estudante constrangida e exposta. Por isso, ela vai poder pedir ajuda pra qualquer pessoa na escola, desde professora, diretora, pedagoga. Queremos ter uma rede de atendimento carinhosa - afirma.

A rede estadual conta, hoje, com 1,3 milhão de alunas em idade menstrual, entre dez e 18 anos. Desse total, mais de 500 mil possuem cadastro no CadÚnico e são consideradas vulneráveis, enquanto que 330 mil estão em situação de extrema pobreza. Mais de 290 mil alunas são beneficiárias do programa federal Bolsa Família.

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