SP e RJ lideram ranking de competitividade dos Estados

Os maiores gargalos para o desenvolvimento do ambiente de negócios e competitividade no Brasil são a pesada carga tributária, burocracia, infraestrutura deficitária e falta de mão de obra especializada, aponta o Ranking da Competitividade dos Estados de 2012. O estudo é realizado anualmente pelo grupo inglês Economist Intelligence Unit (EIU) e patrocinado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

Lançado em 2011, o ranking analisa 26 indicadores divididos em 8 categorias e dá notas de 0 a 100 para os Estados. Os cinco primeiros lugares deste ano são os mesmos do ano passado, com São Paulo à frente (77,1 pontos), Rio de Janeiro (71,8), Minas Gerais (62,8), Rio Grande do Sul (60,5) e Paraná (59,5). A média nacional ficou em 41,5 pontos. O último colocado deste ano foi o Estado do Amapá, com 17,7 pontos. O Piauí, último lugar no ranking anterior, neste ano ficou em penúltimo, com 22,6 pontos.

"Os Estados em geral precisam simplificar os sistemas fiscais e reduzir a burocracia para melhorar as condições gerais do ambiente de negócios", detalha um trecho do estudo. "A infraestrutura continua representando um gargalo."

O estudo ressaltou que houve melhoras nos serviços de telecomunicações e na preocupação com sustentabilidade. "A maioria dos Estados aumentou o foco na sustentabilidade por meio de legislações que visam reduzir emissões e incrementar o uso de energias renováveis entre 2011 e 2012", avalia o documento.

As principais forças do País, de acordo com o estudo, são a capacidade de atrair investimentos estrangeiros e o ambiente político estável. "Apesar da desaceleração econômica, o Brasil continua atraente para investimentos", ressalta o ranking.

Nesse quesito, os Estados do Sul e Sudeste se destacam, mas as outras regiões também estão se aperfeiçoando. "Os (Estados) do Norte e Nordeste estão no radar dos investidores estrangeiros. O Centro-Oeste também pode se beneficiar por conta da expansão do mercado consumidor e pelo aumento de renda gerada com exportações agrícolas", pontua.

De acordo com o presidente do CLP, Luiz Felipe d'Ávila, o ranking tem como objetivo estimular um debate que promova melhorias nas políticas públicas dos Estados para tornar suas economias mais produtivas. "O estudo pode contribuir inclusive para atração de investimentos internacionais pelos Estados", afirma.

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