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SP reduz de 5 para 4 meses intervalo da dose de reforço contra Covid

·3 min de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 16.11.2021 - Vacinação contra a Covid-19 na UBS Santa Cecília, no centro de São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 16.11.2021 - Vacinação contra a Covid-19 na UBS Santa Cecília, no centro de São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (2) que vai reduzir de cinco para quatro meses o intervalo da dose de reforço da vacina contra Covid. A decisão ocorreu por conta do surgimento da variante ômicron e a proximidade com as festas de fim de ano.

A antecipação vale para quem tomou as duas doses de Coronavac, AstraZeneca e Pfizer, com qualquer idade.

Segundo o estado, 10 milhões de pessoas, que se vacinaram nos meses de julho e agosto, já podem receber a dose extra. O intervalo de quatro meses é contado a partir da data de aplicação da segunda dose.

O governo do estado informou que o início da aplicação da dose de reforço com intervalo reduzido será definido de acordo com o calendário de cada município, mas diz recomendar a adaptação à nova regra o quanto antes.

A Prefeitura de São Paulo informou que a partir desta sexta (3) inicia a aplicação das doses de reforço para pessoas com mais de 18 anos que tomaram a segunda dose há pelo menos quatro meses.

"Nós fizemos nota técnica ontem [quarta, 1º] solicitando a antecipação à Anvisa e ao governo do estado. O estado nos liberou hoje pela manhã. Estamos soltando nosso instrutivo então, a partir de amanhã [sexta-feira, 3] a gente inicia a aplicação da terceira dose com quatro meses", disse Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde da capital.​

Na cidade de São Paulo, o imunizante da Pfizer tem sido usado para a dose de reforço, independentemente de qual vacina a pessoa recebeu nas duas primeiras doses.

A decisão da prefeitura segue recomendação do Ministério da Saúde, que orienta usar "preferencialmente" imunizantes da plataforma de RNA mensageiro, como o da Pfizer.

O temor da possibilidade de aumento de casos após a confirmação de pessoas infectadas com a variante ômicron levou o governo paulista a também recuar nesta quinta na liberação do uso de máscaras em ambientes externos.

O governador João Doria (PSDB) havia anunciado na última semana que o uso não seria mais obrigatório ao ar livre a partir de 11 de dezembro.

Segundo o governo paulista, a antecipação da dose de reforço também leva em consideração que São Paulo é uma das principais portas de entrada do país, via portos e aeroportos.

"O estado tem hoje condições logísticas e técnicas de ampliar a vacinação e reduzir o intervalo de aplicação das doses para que todos possam estar ainda mais protegidos. Vale ressaltar também a necessidade de quem não tomou ainda a segunda dose retornar aos postos de saúde para se imunizar", disse o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn.

Quem tomou a dose única da Janssen poderá receber a dose adicional do mesmo imunizante com intervalo a partir de 2 meses. No entanto, o governo paulista diz não ter doses desse produto por falta de entrega do Ministério da Saúde e informa que está aplicando dose adicional da Pfizer.

Na cidade de São Paulo, a ação para os imunizados com Janssen começou na terça-feira (30).

As medidas de antecipação do reforço adotadas por São Paulo não devem ser, porém, seguidas pelo governo federal.

Nesta quinta, membros do Ministério da Saúde informaram que atualmente a pasta não pretende recomendar a redução do intervalo de doses de cinco para quatro meses.

A diretriz tem sido modificada com base em dados internacionais e estudos de efetividade realizados no Brasil. Até o momento, dizem esses integrantes da pasta, não há benefícios comprovados dessa redução.

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