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SP começa a produzir CoronaVac nesta semana e prevê vacinação já em janeiro

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Sao Paulo state Health Secretary Dr. Jean Gorinchteyn, left, and Sao Paulo Governor Joao Doria pose for photos next to a container carrying the experimental COVID-19 vaccine CoronaVac after several were unloaded from a cargo plane that arrived from China at Guarulhos International Airport in Guarulhos, near Sao Paulo, Brazil, Thursday, Nov. 19, 2020. The experimental vaccine is being tested in a partnership with the Butantan Institute and Chinese pharmaceutical company Sinovac. (AP Photo/Andre Penner)
Secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, ao lado do governador do estado, João Doria, receberam doses da CoronaVac em novembro (Foto: AP Photo/Andre Penner)

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, afirmou que a CoronaVac pode estar disponível para a população em janeiro de 2021. A vacina contra o coronavírus é produzida em parceria pelo Butantan e pelo laboratório chinês SinoVac.

“A vacina estará disponível e o registro na Anvisa, acredito eu, também estará disponível. Então, poderemos iniciar um programa em janeiro, acredito, de vacinação. E espero [que] com o apoio do Ministério [da Saúde], apesar de todas essas declarações que não citam nominalmente a vacina do Butantan”, disse Dimas Covas em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira, 3.

O diretor do Instituto Butantan ainda afirmou que espera que a CoronaVac seja incorporada ao plano de vacinação do governo federal. Na última terça-feira, 1º, o ministério da Saúde divulgou uma estratégia inicial para vacinar a população.

Segundo Dimas Covas, a vacina está perto de ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “Nós estamos muito próximos de solicitar o registro. Nós não teremos a necessidade de solicitar esse registro emergencial, vamos solicitar já o registro da vacina. Estamos muito próximos de que isso aconteça. O registro e a vacina estando disponíveis, nós temos que iniciar a vacinação. É tudo o que nós queremos”, relatou.

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A CoronaVac está na na terceira e última fase de testes. O governo de São Paulo tem um acordo para que sejam entregues 46 milhões de doses e para que a tecnologia seja transferida para o estado. Dessa forma, São Paulo poderá ter produção própria de imunização.

Em outubro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, havia anunciado que o governo federal compraria a vacina produzida pelo Instituto Butantan. No entanto, foi desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Houve ainda uma confusão entre Anvisa e Instituto Butantan, quando a agência interrompeu os testes da CoronaVac por causa da morte de um dos voluntários. Depois, descobriram que a morte não teve relação com a imunização e houve um suposto conflito na comunicação.

Na última quarta-feira, 2, a Anvisa afirmou que aceitará que empresas desenvolvedoras de vacinas peçam “uso de urgência”.