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São Paulo 2 x 3 Mirassol?! Como é que pode!?

Leão do Morumbi

Com menos de 10 minutos, o São Paulo marcava o desfigurado Mirassol pré-pandemia como se o fragilizado adversário fosse o Barcelona de Guardiola - e ele tentava mesmo sair jogando. Só que o time de Diniz não dava espaço, asifixava o adversário, e a gente olhava o relógio para saber quando sairia o gol do maior favorito nas quartas-de-final do SP-20...

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Pois é...

Mas a primeira chance real da partida, a primeira conclusão em gol, foi uma falta da intermediária que Volpi espalmou muito bem para escanteio.

Na cobrança pela direita, Zé Roberto apareceu absurdamente sozinho dentro da área e cabeceou sem chances para o goleiro. Todo o sistema defensivo tricolor estava mais parado que a pelota. Gol de pelada. Um daqueles que só o São Paulo parece tomar desde 2013.

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Eram 19 minutos no Morumbi.

A única boa sensação naquele momento parecia ser a ausência de torcida no Morumbi. Sim: em situações como essa, com a pressão absurda que o São Paulo tem sofrido pela seca de títulos, não ter o torcedor nervoso, ansioso e irritadiço talvez fosse realmente melhor para o Tricolor que demorou a acertar o pé e a cabeça.

E, aos 31, bola nas costas de Reinaldo, Juanfran estava em Lins (Lugar Incerto e Não Sabido), e Zé Roberto de novo apareceu livre. 2 a 0 Mirassol.

E meu palpite de maior favorito indo pelo ralo pela reles atuação tricolor.

Na saída de bola o goleiro do Mirassol fez milagre. Kewin salvou. Mas não conseguiu evitar o gol de Pablo aos 35, depois de ter defendido mais uma vez de modo impressionante.

Tão inusitado quanto o empate um minuto depois, em belo voleio de Vitor Bueno, em jogada bem construída.

Inusitado, de fato, foi sofrer tudo isso. Só acertar o pé a partir dos gols, e parar nas mãos de Kewin.

O São Paulo mais uma vez sofreu mais do que deveria. O são-paulino, não acostumado a isso até 2012, mais uma vez não merecia tamanho sofrimento. E ainda mal havia começado.

A segunda etapa foi parecida. Se ainda havia dificuldade da bola sair do meio ao ataque, mesmo com Igor Vinicius dando mais dinâmica pela lateral direita, havia Pablo para levar e criar mais perigo, se movimentando e dando as opções que o Pato careca que flanava não criava.

Mas a lógica foi enfim acontecendo no Morumbi mesmo que meio sem querer, como quando o sumido Igor Gomes errou um cruzamento e atingiu o travessão, aos 9min.

O São Paulo foi chegando mais, mas abusando do chuveirinho. Diniz apostou em Helinho no lugar do nefelibata Pato, fixando Pablo no comando de ataque, depois de uma pancada na cabeça de Pato. O Mirassol nem do meio-campo passava. Não era preciso. Depois da bolha de gols, faltaram criação e chances tricolores.

O Mirassol especulava esperando o jogo se arrastar aos pênaltis até que uma bola vadia levantada na área fez Volpi trombar com a zaga, Zé Roberto pegar a sobra e encher o pé e acertar tudo que o São Paulo erra desde que caiu na semifinal na Sul-Americana em 2013 para a Ponte Preta, nas quartas do SP-14 para a Penapolense, para o Bragantino na terceira fase da Copa do Brasil de 2014, para o Audax (de Diniz) nas quartas do SP-16, para o Juventude nas oitavas da Copa do Brasil de 2016, para o Defensa y Justicia na primeira fase da Sula de 2017, para o Colón na segunda fase da Sula em 2018, para o Talleres na segunda etapa da “Pré-Libertadores” de 2019.

Não foi só mais uma eliminação desastrosa tricolor. É desde 2013. É desde que Juvenal se deu um terceiro mandato. É desde que o São Paulo troca de treinador e de filosofia como alguns dirigentes trocam de cara.

Desta vez parecia diferente. Foi tudo igual. Foi tudo horroroso, com requintes de crueldade.]

A responsabiliadade é sempre maior dos jogadores.

Mas são tantos erros acumulados no Morumbi que o que seria uma zebra histórica é apenas mais um disco riscado que insiste em ser tocado sem que ninguém se toque no São Paulo.

É mais um bug do milênio enterrado como sapo no Morumbi.

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