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Sons do universo: ouça músicas que transformam eventos cósmicos em arte

·3 minuto de leitura

O som não pode se propagar no espaço, mas ondas gravitacionais, sim. Elas viajam à velocidade da luz por todo o espaço-tempo, e algumas delas podem ser detectadas por instrumentos como o LIGO — foi ele que, em 2015, detectou as reverberações causadas pela colisão entre dois buracos negros. Talvez você já tenha ouvido essas ondas convertidas em áudio em documentários como o Black Holes: The Edge of All We Know, mas que tal uma música? Ou, melhor ainda, um álbum inteiro feito com sons do espaço?

Essa é a ideia por trás do Celestial Incantations, segundo álbum do grupo Sounds of Space Project, uma colaboração entre o Dr. Nigel Meredith, Diana Scarborough e o Dr. Kim Cunio. São dez faixas inspiradas em detecções cósmicas digitalizadas e convertidas em ondas sonoras, um processo que resulta em um “espectro” de “sons” espaciais, como o próprio trio descreve.

Cada faixa traz um áudio produzido por ondas gravitacionais, eventos da galáxia, do Sistema Solar, e até mesmo sons captados pelas sondas em Marte. Para acompanhar os sons cósmicos, vozes, instrumentos ocidentais e não ocidentais, texturas e outros elementos criam uma atmosfera em harmonia perfeita. Cunio conta que o grupo selecionou os sons em conjunto, e em seguida os instrumentos acústicos foram adicionados para compor cada faixa.

Na faixa Jezero Crater, que você ouve abaixo, os sons foram capturados pelo rover Perseverance da NASA, direto do Planeta Vermelho, combinados com sons ressonantes do equipamento. A gravação ocorreu na cratera de 49 km de largura, localizada em uma planície conhecida como Isidis Planitia, em 20 de fevereiro de 2021. Algumas frequências foram aumentadas para permitir o efeito desejado pelos artistas.

O trabalho do trio tem muito de imaginação e ficção científica. Por exemplo, eles relatam que para compor a faixa acima, imaginaram alienígenas, mencionando o livro Guerra dos Mundos de HG Wells. "A atmosfera marciana é muito silenciosa para os nossos padrões, mas imaginamos esses sons como se um marciano fictício pudesse ouvi-los, um marciano sendo uma criatura que vive em baixa gravidade, que respira uma série de gases tóxicos, que pode ter estupendos poderes de audição".

A faixa Celestial Incantations, incorporada abaixo, nos leva para o pulsar mais brilhante no céu do norte, chamado PSR B0329+54, a uma distância de 3.460 anos-luz. Pulsares são estrelas de nêutrons altamente magnetizada e extremamente densas. Uma colher de sopa de estrela de nêutrons pesaria mais de 1 bilhão de toneladas. Na música, ouvimos o “som” do pulsar registrado pelo telescópio Lovell em Jodrell Bank. O período de rotação é de cerca de 0,71 segundos, então você ouvirá aproximadamente 84 pulsos por minuto.

Cunio diz que o áudio capturado no espaço é algo "muito mais grandioso do que eu posso conceber como pessoa", mas acredita que a arte compreende a ciência, e ambas podem caminhar juntas. “Temos coisas como theramins e Ondes Martenot que fazem [sons para ]a ficção científica soar há quase 100 anos”, disse ele. “Não seria ótimo se pudéssemos acompanhar acusticamente algo que ocorre naturalmente, em vez de fazê-lo [de modo] sintético?”

A última faixa, intitulada Cataclysm, disponível para reprodução logo abaixo, é composta com as ondas gravitacionais produzidas pela colisão entre dois buracos negros, aquelas detectadas em 2015. "A escala da colisão de dois buracos negros está quase além da nossa compreensão humana. Foi transformada em um chilrear acústico movendo-se em uma aproximação das notas de A a Eb, algo que é quase o máximo em sonificação para qualquer músico ou compositor", escreve o trio.

Por fim, todo o álbum é gratuito, assim como os sons do universo também estão disponíveis para todos sem custos. A música do Sounds of Space Project é feita com o "espírito de cooperação que faz com que cientistas de várias instituições ofereçam gratuitamente os resultados de seus trabalhos a outros pensadores, pesquisadores e artistas". Confira o álbum Celestial Incantations aqui.

Fonte: Canaltech

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