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Sonda que estudará o Sol enfrentará nuvens de lixo espacial; entenda os riscos

·3 min de leitura

A sonda Solar Orbiter, resultado de uma parceria entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a NASA, foi lançada em 2020. Só que, antes de dar início a sua missão principal de estudos do Sol e do clima espacial, precisará retornar à Terra para realizar um sobrevoo, manobra essencial para que ela consiga entrar no caminho para a próxima passagem pela nossa estrela. O sobrevoo acontecerá no dia 27 de novembro e, quando estiver por aqui, a Solar Orbiter precisará atravessar nuvens de detritos espaciais — o que pode colocá-la em risco em caso de impacto.

Às 1h30 (horário de Brasília) do dia 27, a sonda estará no ponto mais próximo da Terra ao longo de sua jornada, passando a apenas 460 km acima do norte da África e das Ilhas Canárias — essa altitude é quase tão próxima quanto à da órbita da Estação Espacial Internacional, de aproximadamente 400 km. Nos momentos antes da maior aproximação, observadores na região das Canárias e do norte da África podem tentar ver a sonda no céu. Ela terá metade do tamanho aparente do diâmetro e, devido ao seu pouco brilho e alta velocidade, o ideal é usar binóculos para vê-la.

Essa manobra será importante para a próxima passagem pelo Sol, mas será arriscada: a sonda precisará atravessar duas regiões orbitais cheias de detritos espaciais de diferentes tamanhos. A primeira delas fica a 36 mil km de altitude e abriga um anel de satélites geoestacionários. Já a segunda, a 400 km de altitude, inclui os objetos presentes na órbita baixa da Terra. Como resultado, há um pequeno risco de colisão com algo que esteja nessas regiões — mas o time de operações da Solar Orbiter está monitorando a situação de perto e irá alterar a trajetória da nave caso percebam algum perigo.

A boa notícia é que, apesar dos riscos, este sobrevoo representa também uma oportunidade única para a sonda estudar o campo magnético da Terra. Essa bolha protetora que envolve nosso planeta é também a interface atmosférica com o vento solar, formado por um fluxo constante de partículas vindas da nossa estrela. As interações entre as partículas e o campo magnético são objeto de estudo de outras missões da ESA, e o sobrevoo da Solar Orbiter permitirá que a nave vá além da órbita de uma dessas missões e se aproxime de outra. Na prática, isso proporciona mais pontos de dados para a reconstrução das condições e comportamento do campo magnético terrestre.

Devido aos obstáculos na órbita da Terra, este sera o sobrevoo mais perigoso da Solar Orbiter (Imagem: Reprodução/ESA)
Devido aos obstáculos na órbita da Terra, este sera o sobrevoo mais perigoso da Solar Orbiter (Imagem: Reprodução/ESA)

Além das possibilidades científicas que o sobrevoo oferece, a manobra representa também um marco importante para a missão. É que, desde seu lançamento em fevereiro de 2020, até julho de 2021, a sonda esteve na fase de comissionamento. Trata-se de um período em que os cientistas e engenheiros testam a nave e seus instrumentos. De julho até agora, ela está na fase de cruzeiro, o momento em que os instrumentos locais coletam medidas do vento solar e de outras condições ao redor da nave.

Enquanto isso, os instrumentos de sensoriamento remoto para a observação do Sol estão no modo estendido de calibração e caracterização — e, embora ainda não esteja totalmente no modo científico, já foi possível fazer ciência até aqui. Segundo Daniel Müller, cientista de projeto da Solar Orbiter, mais de 50 artigos detalhando os resultados científicos da etapa de cruzeiro devem ser publicados em dezembro, na revista Astronomy & Astrophysics.

Fonte: Canaltech

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