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Sonda Parker Solar Probe revela segredos das nuvens de poeira do Sistema Solar

·3 minuto de leitura

A sonda Parker Solar Probe, da NASA, foi lançada em 2018 para estudar o Sol de pertinho, realizando sobrevoos mais próximos da nossa estrela do que outras naves jamais fizeram. Além de revelar mais sobre o Sol, os dados coletados pela Parker ajudaram equipes de cientistas a montar um retrato amplo da estrutura e do comportamento de grandes nuvens de poeira espacial, que viajam pelo Sistema Solar interno.

As equipes de pesquisadores foram lideradas por Jamey Szalay, da Princeton University, e por Anna Pusack, da University of Colorado. Para os estudos, eles aproveitaram o caminho que a Parker segue em sua órbita para se aproximar do Sol, porque ela proporciona também as melhores observações das áreas mais ativas da chamada “nuvem zodiacal”, formada por partículas de cometas e asteroides próximos. “Cada sistema estelar tem uma nuvem zodiacal, e conseguimos explorar a nossa e entender como ela funciona”, explicou Szalay.

Quando observada da Terra, a nuvem de poeira zodiacal parece emitir brilho em forma triangular (Imagem: Reprodução/ESO/Y. Beletsky)
Quando observada da Terra, a nuvem de poeira zodiacal parece emitir brilho em forma triangular (Imagem: Reprodução/ESO/Y. Beletsky)

A Parker completou recentemente sua nona órbita em torno do Sol, e deverá fazer novas aproximações da nossa estrela em 2024 e 2025. Assim, ao trabalhar com os dados das seis primeiras órbitas em torno do Sol, os pesquisadores descobriram haver nuvens de impacto, formadas pelas partículas, consistentes a duas populações principais de poeira na nuvem. A primeira é a parte principal da nuvem, formada por grãos que foram lentamente atraídos ao Sol durante milhões de anos que, conforme deixam a nuvem mais densa, eles colidem e se fragmentam.

Se esses grãos fragmentados forem pequenos o suficiente, eles viajam pelo Sistema Solar em todas as direções pela ação da luz solar, formando outra população chamada “beta-meteoroides”. “Existem duas populações de material que fazem parte da mesma história sobre como a nuvem evolui e, com a Parker, pudemos ter uma visão mais próxima da região mais intensa”, explicou Szalay. Ainda, os dados da quarta e quinta órbita da sonda intrigaram a equipe ainda mais: eles perceberam que, conforme a nave se afastava do Sol, ela detectou mais partículas, o que não correspondia com o modelo de duas partes, o que talvez indicasse um novo grupo de poeira por lá.

Eles consideraram que, talvez, a nave tivesse atravessado um fluxo de meteoroides, formado por um "tubo" de partículas que teria criado um pico nos impactos de poeira. Entretanto, os fluxos mais próximos não pareciam ter material suficiente para causar esse aumento. Então, a equipe seguiu em uma direção diferente: um dos fluxos de meteoroides — como aquele da chuva de meteoros Geminídeas — estava colidindo em altíssima velocidade com a nuvem zodiacal interna, e os impactos criaram beta-meteoroides que seguem em trajetória própria.

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A equipe considerou, então, que um fluxo de meteoroides está colidindo com a nuvem mais interna e liberando material, que avança em direções mais estreitas — a equipe chamou esse fenômeno de "fluxo-beta". "O que é mais empolgante sobre isso é que esse conceito é um processo fundamental que pode estar acontecendo não somente com os fluxos de meteoroides do Sistema Solar, mas como cada fluxo de meteoroides em graus variáveis, em cada nuvem de poeira pelo universo", descreveu. Ao analisar os dados de um instrumento da Parker, coletados durante a quarta órbita, Pusack e seus colegas podem conseguir caracterizar melhor os fenômenos.

Segundo eles, as medidas já ajudaram a entender melhor a evolução das colisões da nuvem do Sistema Solar em uma região que ainda não havia sido explorada por nenhuma nave e, quem sabe, pode fornecer observações diretas de como o fluxo colide com a nossa nuvem zodiacal. "O mais incrível sobre isso é que nossa missão está apenas começando", comentou Nour E. Raouafi, cientista de projeto da Parker Solar Probe. "Conforme essa nave resistente se aproximar ainda mais do Sol e voar por sua atmosfera, mal vamos poder esperar quais outras descobertas nos aguardam".

Os artigos com os resultados do estudo foram publicados na revista The Planetary Science Journal, e podem ser acessados aqui e aqui.

Fonte: Canaltech

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