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Sonda OSIRIS-REx se prepara para observar o asteroide Bennu pela última vez

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

No dia 20 de outubro do ano passado, a sonda OSIRIS-REx, a NASA, proporcionou um grande momento na exploração espacial. Através da abordagem denominada como Touch-and-Go Sample Collection, a sonda coletou cerca de 60 gramas de amostra da superfície do asteroide Bennu. Agora, em uma nova aproximação, a espaçonave sobrevoará o objeto a uma distância aproximada de 3,7 km do asteroide para mapeá-lo em alta resolução e avaliar as consequências da perturbação causada durante a coleta.

A equipe responsável pela missão decidiu avaliar quais foram os impactos no asteroide causados pelo pouso da sonda para coleta de amostras. No momento do toque, a “cabeça” de amostragem da OSIRIS-REx afundou cerca de 48,8 centímetros na superfície de Bennu e, nesse processo, acabou disparando gás nitrogênio pressurizado. Além disso, os propulsores da espaçonave removeram uma considerável quantidade de material da superfície, lançando-os ao espaço. A combinação dessas forças foi o suficiente para abalar o asteroide, já que sua gravidade é fraca.

Registro da coleta de amostras na superfície do asteroide Bennus, em 20 de outubro de 2020 (Imagem: Reprodução/NASA/Goddard/University of Arizona)
Registro da coleta de amostras na superfície do asteroide Bennus, em 20 de outubro de 2020 (Imagem: Reprodução/NASA/Goddard/University of Arizona)

A espaçonave OSIRIS-REx terá um último encontro com Bennu no próximo dia 7 de abril. Em um único sobrevoo, a sonda captará imagens da superfície do asteroide, durante cerca de 5,9 horas — quase o mesmo período de rotação completa do corpo rochoso. Para isso, a sonda utilizará seu gerador de imagens PolyCam de alta resolução, das regiões norte, sul e também equatorial. Os dados dessa observação serão comparados aos coletados em 2019. Ainda outros instrumentos científicos serão utilizados, como o gerador de imagens MapCam, o espectrômetro de emissão térmica OSIRIS-REx (OTES), o espectrômetro visível e infravermelho OSIRIS-REx (OVIRS) e o altímetro a laser OSIRIS-REx (OLA).

Além de coletar mais informações sobre Bennu, a equipe pretende avaliar a atual condição desses instrumentos que foram encobertos pela poeira envolvida na coleta de amostras. Depois de vários dias, estes dados chegarão à Terra e então a equipe poderá avaliar a saúde dos equipamentos e o quando a coleta perturbou o asteroide.

Concepção artística da sonda OSIRIS-REx durante a coleta de amostras (Imagem: Reprodução/NASA/Goddard/University of Arizona)
Concepção artística da sonda OSIRIS-REx durante a coleta de amostras (Imagem: Reprodução/NASA/Goddard/University of Arizona)

A espaçonave permanecerá próxima ao asteroide até o dia 10 de maio. Depois, a missão entrará na fase Cruzeiro de Retorno — quando inicia sua viagem de retorno para a Terra, com cerca de 2 anos de duração. Ao se aproximar daqui, OSIRIS-REx lançará a Sample Return Capsule (SRC) com as rochas e poeira coletadas, prevista para pousar na superfície terrestre no dia 24 de setembro de 2023. O material será levado para o Centro Espacial Lyndon B. Johnson, da NASA, permitindo que sejam realizados estudos de maneira aprofundada, fornecendo assim mais pistas quanto à formação do Sistema Solar.

Fonte: Canaltech

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