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Sonda Mars Express pode ter encontrado novas formações na lua Fobos, de Marte

A sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), sobrevoou a lua Fobos, de Marte. A visita aconteceu no fim de setembro, com o objetivo de testar uma atualização recente no software do instrumento MARSIS e, assim, coletar dados do que há abaixo da superfície deste satélite natural do Planeta Vermelho.

Marte é orbitado pelas luas Deimos e Fobos, com 12,6 km e 22,2 km de diâmetro, respectivamente. Ambas parecem ter a mesma origem, e a composição delas é parecida com a de alguns asteroides. Apesar de a aparência delas sugerir que são asteroides, elas têm órbitas estreitas e quase circulares, próximas do equador do planeta, o que não corresponde às características esperadas de rochas espaciais capturados pela gravidade do planeta.

Marte é orbitado pela luas Fobos e Deimos (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-CALTECH/GSFC/UNIV. OF ARIZONA)
Marte é orbitado pela luas Fobos e Deimos (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-CALTECH/GSFC/UNIV. OF ARIZONA)

Uma boa forma de buscar respostas sobre as origens delas é analisando o que há sob a superfície destas luas. Assim, a ESA enviou a Mars Express para sobrevoar Fobos, emitindo ondas de rádio de baixa frequência com o instrumento. “Durante este sobrevoo, usamos o MARSIS para estudar Fobos a até 83 km”, disse Andrea Cicchetti, da equipe do MARSIS.

A maioria das ondas é refletida pela superfície do corpo estudado, mas algumas viajam através deste e voltam, refletidas por divisões entre camadas de diferentes materiais sob a superfície. “Ainda estamos em uma etapa inicial da nossa análise, mas já vimos possíveis sinais de formações previamente desconhecidas sob a superfície da lua”, observou ele.

Os dados coletados permitiram criar um “radargrama”, uma representação dos “ecos” dos sinais de rádio emitidos pelo MARSIS, que encontraram alguma formação e retornaram ao instrumento. Os “reflexos” mais fracos vêm de características da superfície de Fobos, ou de sinais de possíveis estruturas sob a superfície.

Veja abaixo:

No canto superior direito, está o "radargrama" produzido durante o sobrevoo; já a imagem abaixo indica o caminho de observação ao longo da superfície de Fobos (Imagem: Reprodução/INAF - Istituto Nazionale di Astrofisica)
No canto superior direito, está o "radargrama" produzido durante o sobrevoo; já a imagem abaixo indica o caminho de observação ao longo da superfície de Fobos (Imagem: Reprodução/INAF - Istituto Nazionale di Astrofisica)

Andrea explica que a aproximação da superfície da lua ajuda os cientistas a estudar sua estrutura com mais detalhes, identificando também características importantes que, provavelmente, nunca seriam vistas de longe. “No futuro, estamos confiantes de que poderemos usar o MARSIS mais de perto do que 40 km”, destacou. "Estamos ansiosos para ver o papel que o MARSIS pode ter para finalmente solucionar o mistério da origem de Fobos".

Fonte: Canaltech

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