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Sonda Juno "ouve" sinais de rádio provocados por Io, a lua vulcânica de Júpiter

·3 minuto de leitura

Júpiter não é apenas o maior planeta do Sistema Solar, mas também é responsável por ter o maior e mais poderoso campo magnético, o qual interage com as luas ao seu redor. Io, a lua mais próxima, libera uma grande quantidade de material para o espaço, o qual interage com este campo — essa dinâmica cria uma fonte de emissão de rádio, observada pela primeira vez em 1995. Agora, graças à sonda Juno, um grupo de pesquisadores conseguiu identificar com precisão o local exato do qual surgem estes sinais.

O campo magnético de Júpiter é cerca de 20 mil vezes maior do que o do nosso planeta e, mergulhada nele, está a lua Io, a pequena lua com a maior atividade vulcânica já registrada em todo Sistema Solar. O satélite natural em questão se encontra numa espécie de cabo de guerra gravitacional — de um lado, atraído pela gravidade do gigante gasoso e, de outro, atraído por suas vizinhas —, responsável por manter o núcleo da lua ativo e, assim, alimentando os vulcões em sua superfície.

A atividade vulcânica em Io libera cerca de uma tonelada de gases e partículas por segundo para o espaço próximo. Os íons e elétrons eletricamente carregados desse material logo são capturados pelo grande campo magnético de Júpiter e "chovem" nos polos do planeta. Mas, no meio do caminho, esses elétrons geram ondas de rádio chamadas emissões decamétricas de rádio (DAM, na sigla em inglês). E o instrumento Juno Wave foi capaz de “ouvir” dessa chuva.

A partir dos dados do Juno Waves, os pesquisadores identificaram os locais exatos dessa fonte de emissões de rádio em meio ao grande campo magnético de Júpiter. Esses locais têm as condições ideais para gerar as ondas de rádio. Segundo a equipe, eles têm a quantidade certa de força do campo magnético e da densidade de elétrons. "A emissão de rádio é provavelmente constante, mas Juno tem que estar no lugar certo para ouvir", explica Yasmina Martos, principal autora do estudo e cientista planetária da NASA.

As linhas coloridas representam o campo gravitacional de Júpiter. A branca, demarca a órbita de Juno ao redor do planeta. As ondas de rádio se propagam pela região em formato de cone (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Jay Friedlander)
As linhas coloridas representam o campo gravitacional de Júpiter. A branca, demarca a órbita de Juno ao redor do planeta. As ondas de rádio se propagam pela região em formato de cone (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Jay Friedlander)

Martos e sua equipe concluíram que as ondas de rádio surgem ao longo das paredes de uma área que forma uma espécie de cone alinhando e controlado pelo campo magnético de Júpiter. A Juno só é capaz de “ouvir” estes sinais quando passa por essa região — é como se o cone fosse um farol e, a sonda, um navio iluminado por ele. Os dados da sonda também permitiram que os pesquisadores calculassem a energia dos elétrons responsáveis por gerar as ondas de rádio — 23 vezes maior do que estimativas anteriores.

Estudos sobre a magnetosfera de Júpiter são importantes, pois, a partir deles, é possível entender o que acontece no interior do planeta e no espaço ao seu redor — bem como esse campo afeta os pequenos mundos que o orbitam, como Io.

O artigo relatando a pesquisa foi publicado em junho de 2020 na revista científica Journal of Geophysical Research: Planets.

Fonte: Canaltech

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